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Obras do Autódromo Internacional de Goiânia para receber MotoGP chegam a 84% de execução

Pista de 3,8 quilômetros que receberá Grande Prêmio do Brasil do Mundial de motovelocidade em março está concluída

Autódromo Internacional de Goiânia receberá Grande Prêmio do Brasil de MotoGP em março de 2026 - Divulgação / Goinfra

O Autódromo Internacional de Goiânia entrou na fase final das obras. O circuito que leva o nome de Ayrton Senna e receberá o Grande Prêmio do Brasil de MotoGP em março tem 84% do processo concluído.

As obras estão sendo realizadas a partir de uma parceria entre a Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra) e a Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (Seel).  

As mudanças incluem reconstrução e ampliação do paddock e boxes, modernização das arquibancadas, da sala de imprensa e dos camarotes, construção de uma nova torre de controle e do centro médico, além de reformas no setor de administração, bloco de apoio e dos depósitos de materiais, resíduos e óleo.

“Estamos empenhados em transformar o autódromo em uma opção de lazer e diversão para a população, além de deixá-lo preparado para novas competições e atividades esportivas, que vão atrair turistas de todo o Brasil e do mundo”, comentou Pedro Sales, presidente da Goinfra.

A pista principal, com 3.825 metros de extensão, foi reconstruída, com pavimentação finalizada. O processo foi realizado seguindo as recomendações para circuitos de alta velocidade, que oferecem maior resistência, aderência e redução de ruídos.

“Temos um contato contínuo com as federações internacionais de motociclismo e automobilismo, garantindo que todas as intervenções estão dentro do escopo das duas modalidades. Goiás terá o único autódromo no Brasil com homologação máxima tanto para motociclismo quanto para automobilismo”, exaltou o secretário de Estado de Esporte e Lazer, Rudson Guerra.

De acordo com o cronograma inicial, as obras deveriam ser concluídas em dezembro, mas houveram atrasos. Porém, conforme relatado pelo Grande Prêmio, a Federação Internacional de Motociclismo (FIM) e a Dorna, promotora da MotoGP, pediram algumas alterações nas estruturas no final do ano passado.

Próximos passos

Para a conclusão, ainda faltam a pavimentação e implantação de gradis nas duas pistas auxiliares, que juntas somam cerca de sete quilômetros e formam os anéis interno e externo da pista principal.

Além da reconstrução das pistas, toda a área de escape foi reestruturada e um novo viaduto foi implantado sobre o circuito. Com isso, cria-se um acesso adicional ao autódromo, pela Avenida Autódromo Ayrton Senna, com o objetivo de ampliar a funcionalidade e a integração do complexo.

Estão em fase final de execução as intervenções nas áreas de escape, que foram ampliadas, além da instalação de novas zebras. 

A última etapa será a implantação dos sistemas eletrônicos especiais em todo o circuito. Trata-se de equipamentos que permitem todo o controle da prova, com circuitos de televisão e de comunicação, painéis eletrônicos e fibras óticas e de dados.