A National Football League (NFL) continua a dar demonstrações de evolução financeira que a posicionam como a liga esportiva mais rica do mundo. A organização informou às suas 32 franquias que projeta um teto salarial entre US$ 301,2 milhões e US$ 305,7 milhões para a temporada 2026/2027.
Se confirmado no topo da estimativa, o novo valor representará um aumento de mais de US$ 20 milhões em relação ao teto de 2025/2026, que foi fixado em US$ 279,2 milhões.
Os números revelam uma trajetória agressiva de valorização das receitas da liga, que são compartilhadas com os jogadores por meio do teto salarial. Ao comparar com o teto de 2022/2023, que era de US$ 208,2 milhões, a NFL está prestes a adicionar quase US$ 100 milhões em espaço salarial extra para as franquias em um intervalo de quatro anos.
A projeção para 2026/2027 consolida um padrão de aumentos robustos. Na passagem de 2024 para 2025, o teto já havia aumentado US$ 23,8 milhões. Esse salto recente criou um cenário de abundância financeira para diversas equipes, gerando um excesso de espaço na folha que ultrapassou os US$ 70 milhões para alguns times.
O destaque ficou por conta do New England Patriots, que disputará o Super Bowl LX no próximo domingo (8). A franquia chegou a ter mais de US$ 100 milhões livres para investir no elenco.
A saúde financeira da liga fica ainda mais evidente em uma análise de médio prazo. A projeção máxima para 2026/2027 (US$ 305,7 milhões) é quase o dobro do valor estabelecido na temporada de 2018/2019, antes da pandemia de Covid-19, quando o limite era de US$ 177 milhões.
Crescimento
O crescimento reflete o sucesso da NFL em maximizar seus contratos de direitos de transmissão e parcerias comerciais, bem como a expansão internacional, que nos últimos passou a atingir o Brasil.
As franquias têm acompanhado o avanço. Em 2025, dos 50 clubes mais bem avaliados do mundo, 30 são da NFL, de acordo com o ranking anual publicado pela revista Forbes. O Dallas Cowboys lidera a lista, com avaliação de US$ 13 bilhões.
