O Palmeiras anunciou, na noite desta segunda-feira (2), a rescisão do contrato de patrocínio com o Grupo Fictor, que havia sido assinado no ano passado, com validade por três temporadas e prorrogável por mais quatro anos.
O clube informou que a decisão foi tomada em razão de inadimplência no pagamento e do pedido de recuperação judicial realizado pela empresa, conforme previsto no acordo firmado entre as partes em março de 2025.
Segundo a Máquina do Esporte apurou, a empresa não pagou os valores devidos ao longo do mês de janeiro, nem os bônus recentes por performance. Para o próximo jogo, contra o Vitória, quarta-feira (4), na Arena Barueri, pelo Brasileirão, a Fictor já não estará mais na camisa do clube.
Contexto
O comunicado oficial do Palmeiras destaca que “o clube estuda as providências legais cabíveis para o recebimento dos valores devidos pela Fictor”.
O rompimento ocorre menos de um ano após o anúncio da parceria, que contava com a exposição da marca nas costas da camisa do time profissional e o patrocínio máster para as categorias de base.
No último domingo (1º), o Grupo Fictor protocolou pedido de recuperação judicial para a Fictor Holding e a Fictor Invest, com dívidas estimadas em mais de R$ 4,25 bilhões.
A medida foi consequência da crise de liquidez gerada após a liquidação do Banco Master pelo Banco Central, em novembro de 2025. Segundo comunicado da empresa, o objetivo era preservar empregos e manter operações sem deságio para credores.
Além do Palmeiras, a Fictor também havia fechado patrocínio à Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), válido até 2029. Esse acordo também está em xeque, diante da frágil situação financeira da empresa.
