De acordo com a agência Ampere Analysis, os serviços de streaming devem gastar US$ 14,2 bilhões em direitos esportivos em 2026, um aumento de 7% em relação aos US$ 13,2 bilhões desembolsados no ano passado.
A previsão é que o Prime Video, plataforma da Amazon, assuma a liderança entre as companhias, superando o DAZN e representando 27% do investimento total.
A empresa de Jeff Bezos deverá gastar US$ 3,8 bilhões em 2026, impulsionada pelo início do contrato de 11 anos com a NBA, avaliado em US$ 1,8 bilhão por temporada.
A Amazon também detém os direitos de transmissão do Thursday Night Football da NFL e de jogos da Champions League em países europeus.
“Esses direitos dão à Amazon um portfólio de esportes ao vivo durante todo o ano nos EUA, incluindo as duas ligas nacionais mais populares [NFL e NBA] permitindo que ela não apenas atraia novos assinantes, mas também os retenha”, comenta Danni Moore, analista sênior da Ampere Sports.
Concorrência
A Ampere prevê que o Paramount+ se torne um dos cinco maiores investidores em direitos esportivos, com contrato de US$ 1,1 bilhão por ano para transmitir o UFC nos Estados Unidos.
Já o DAZN, que liderou os gastos desde 2018, foi impulsionado em 2025 pelo acordo de US$ 1 bilhão pelos direitos globais da Copa do Mundo de Clubes da FIFA.
Neste ano, porém, sem a previsão de um montante de gastos equivalente, deve perder a liderança para o Prime Video.
Mercado
O cenário de investimentos ocorre em paralelo à divulgação de resultados financeiros das plataformas. A Comcast informou que o Peacock alcançou 44 milhões de assinantes no quarto trimestre de 2025, mas registrou prejuízo de US$ 552 milhões no período. As receitas foram de US$ 1,6 bilhão.
A Disney, por sua vez, anunciou US$ 5,3 bilhões em receitas de streaming e lucro operacional de US$ 450 milhões no primeiro trimestre do ano fiscal. Só a divisão esportiva gerou US$ 4,91 bilhões em receitas á companhia.
