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Marco La Porta destaca gestão próxima de atletas no COB, mas cobra comissões ativas nas confederações

No Maquinistas, presidente da entidade elogiou a Cacob, ao mesmo tempo em que elencou mudanças necessárias nas confederações

Marco La Porta (centro), presidente do COB, posa ao lado de integrantes da Comissão de Atletas do COB (Cacob) - Divulgação / COB

⚡ Máquina Fast
  • COB adotou gestão colegiada com participação decisória dos atletas na alta administração.
  • Presidente Marco La Porta defende expandir modelo de comissão ativa dos atletas para confederações.
  • Relação entre atletas e confederações precisa superar desconfiança para fortalecer o esporte nacional.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

A governança do Comitê Olímpico do Brasil (COB) consolidou um modelo de gestão colegiada em que a participação dos atletas deixou de ser figurativa para se tornar decisória. No entanto, o desafio agora é exportar essa maturidade política para o restante do ecossistema esportivo.

No Maquinistas, podcast da Máquina do Esporte, Marco La Porta, presidente do COB, analisou o papel da Comissão de Atletas do COB (Cacob), exaltando a importância de que a frente siga ativa.

“Nós somos eleitos pela comissão de atletas. Acho que eles têm voz, sim. E a nossa gestão, hoje, no COB, é colegiada, então eles participam de todas as decisões”, disse.

“Nós temos lá a Fernanda [Nunes] e o [Rafael] ‘Baby’, que fazem parte do Conselho de Administração. Eles participam, e fazemos reuniões constantes com a comissão de atletas”, prosseguiu.

Ainda assim, La Porta entende que o modelo precisa descer para a base da gestão esportiva: as confederações. O objetivo é que as comissões dessas entidades passem a atuar de maneira mais ativa, como a Cacob.

“O que falta agora é capilarizar para as confederações. Então, as comissões de atletas das confederações, elas precisam ser mais atuantes também, não só a voz ativa, ser atuante também”, avaliou o dirigente.

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Para isso, o presidente acredita que também é necessária uma evolução na relação política dos atletas com as confederações, principalmente para quebrar a desconfiança histórica.

“Nunca podemos ser nós contra eles. Confederações e atletas não podem ser adversários”, defendeu Marco La Porta.

“O atleta não pode ficar toda hora desconfiando que o presidente da confederação está fazendo alguma coisa errada. A comissão do COB, ela é muito amadurecida hoje, é um exemplo, é uma referência. Agora precisa capilarizar isso”, concluiu.

O podcast Maquinistas, apresentado por Erich Beting e Gheorge Rodriguez, com a participação de Marco La Porta, presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), estará disponível nesta terça-feira (10), a partir das 19h (horário de Brasília), no canal da Máquina do Esporte no YouTube.