A plataforma de mercado de previsões Kalshi registrou um volume recorde de negociações durante o Super Bowl LX, disputado no domingo (8). A empresa ultrapassou a marca de US$ 1 bilhão em um único dia com a decisão da National Football League (NFL) entre Seattle Seahawks e New England Patriots.
De acordo com o CEO da empresa, Tarek Mansour, em entrevista à CNBC dos Estados Unidos, o desempenho representa um crescimento de 2.700% na comparação com o mesmo período do ano anterior.
A empresa celebrou os números como uma validação de seu modelo de negócios. Tarek Mansour comemorou o fato da Kalshi ter conseguido se destacar em um dos principais eventos esportivos do mundo sem qualquer investimento em patrocínios.
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O show do intervalo, protagonizado por Bad Bunny, foi um dos principais motores desse volume financeiro. As negociações envolvendo a música de abertura da apresentação movimentaram mais de US$ 100 milhões, enquanto os contratos sobre qual artista se apresentaria ao lado do cantor ultrapassaram os US$ 45 milhões.
O aumento exponencial no tráfego, no entanto, gerou gargalos operacionais. Durante o evento, alguns usuários enfrentaram atrasos no processamento de depósitos devido à alta demanda. A empresa assegurou que todos receberam os fundos devidos.
O recorde financeiro ocorre em um momento em que o setor de mercados de previsão ainda enfrenta dificuldades no mercado esportivo. A National Football League (NFL) e o PGA Tour, por exemplo, mantiveram o veto de patrocínios de mercados de previsão no início do ano.
Previsões
No mercado de apostas esportivas tradicional, o usuário joga contra a casa de apostas com probabilidades fixas ou dinâmicas definidas pela empresa. Já os mercados de previsão funcionam de maneira semelhante à bolsa de valores, em que os usuários compram e vendem contratos baseados na probabilidade de um evento ocorrer.
Nesse modelo de previsão, o preço do contrato flutua em tempo real de acordo com a demanda do mercado e as novas informações disponíveis, teoricamente oferecendo uma transparência guiada pela ação coletiva dos participantes.
A grande diferença regulatória reside no fato de que empresas como a Kalshi operarem sob a supervisão federal e não sob as leis estaduais de jogos de azar. Isso permite que elas atuem em estados onde as apostas esportivas tradicionais ainda são ilegais.
