O governo federal quer agir em políticas públicas que gerem o fomento da indústria de games do Brasil. Esse é um dos objetivos do Grupo de Trabalho Interministerial (GTI) do setor, criado no início do mês, com objetivo de regulamentar a Lei nº 14.852/2024, conhecida como Marco Legal da Indústria de Jogos Eletrônicos.
A iniciativa é coordenada pelo Ministério da Cultura e conta com a participação do Ministério do Esporte, além das pastas de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços; Educação; Saúde; Fazenda; Ciência, Tecnologia e Inovação; Justiça e Segurança Pública.
O GTI também conta com representantes de Agência Nacional do Cinema (Ancine), Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), Advocacia-Geral da União (AGU) e Associação Brasileira das Desenvolvedoras de Jogos Eletrônicos (Abragames).
“O foco principal do GTI é a indústria dos games”, destacou Giovanni Rocco, secretário nacional de Apostas Esportivas e Desenvolvimento Econômico do Esporte, do Ministério do Esporte.
“Hoje, o Brasil não produz nem 5% do que consome em games. A ideia é pelo menos estruturar para que o Brasil tenha novos players produzindo, aumentando sua participação no mercado nacional e que exportem para outros países”, completou o secretário, em entrevista à Máquina do Esporte.
Rocco dá como exemplos países como Japão e China, que nos últimos anos, desenvolveram sua indústrias nacionais para o setor de e-Sports.
“A Alemanha é uma grande fornecedora de games para o mundo inteiro. A indústria alemã não só supre a demanda local, como entrega ao mundo três vezes o que consome”, contabiliza.
Projetos sociais
O secretário também apontou o potencial de projetos de e-Sports como importante ferramenta de inclusão social para o público jovem, principalmente a Geração Z e a Alfa, que já nasceram na era digital.
“O GTI também é uma importante maneira de se comunicar com essa geração, que muitas vezes acha que não precisa do estado para nada. A ideia é estruturar políticas públicas para dialogar com esse público”, declara ele.
Próximos passos
O GTI irá se reunir a cada 15 dias para elaborar propostas conjuntas. Ao final dos trabalhos, apresentará um relatório à ministra da Cultura, Margareth Menezes, cuja pasta lidera a iniciativa.
A ideia é trazer recomendações que possam ser utilizadas na regulamentação do marco legal dos games e para a formulação de projetos do governo para o desenvolvimento sustentável do setor.
