A Warner Bros. Discovery (WBD) concedeu à Paramount um prazo de sete dias para apresentar uma proposta final de aquisição mais atraente do que a oferta aceita feita pela Netflix.
Em dezembro, a WBD havia concordado com uma transação de US$ 83 bilhões com a gigante do streaming, envolvendo seus estúdios e negócios digitais.
“Estamos em contato [com a Paramount] para determinar se eles podem apresentar uma proposta viável e vinculativa que ofereça valor superior e segurança aos acionistas da WBD por meio de sua melhor e última oferta”, afirmou David Zaslav, diretor-executivo da WBD.
A Paramount mantém interesse no negócio e apresentou uma proposta hostil de US$ 108,4 bilhões, incluindo todos os ativos da WBD, entre eles canais lineares e propriedades esportivas.
A empresa também sinalizou que poderia elevar sua oferta de US$ 30 por ação em mais US$ 1, caso as negociações fossem retomadas.
“Continuamos acreditando que a fusão com a Netflix é do melhor interesse dos acionistas da WBD devido ao enorme valor que proporciona, ao nosso caminho claro para obter a aprovação regulatória e às proteções que a transação oferece aos acionistas contra riscos de queda”, defendeu Samuel Di Piazza, presidente do Conselho da Warner.
Esporte
Caso a Netflix conclua a aquisição, a TNT Sports nos EUA e a Eurosport permaneceriam sob gestão da Discovery Global Networks, enquanto a TNT Sports no Reino Unido e na América Latina (incluindo o Brasil) passaria para o controle da Netflix.
Se a Paramount tiver sucesso, todos os ativos esportivos da WBD seriam incorporados à sua divisão CBS Sports e ao serviço Paramount+. Isso incluiria direitos da MLB, NHL, basquete universitário, Jogos Olímpicos na Europa e Premier League no Reino Unido.
A Paramount já detém contratos relevantes, como o da NFL nos EUA, a transmissão compartilhada do March Madness masculino com a TNT e a Champions League em diversos países.
A disputa entre Netflix e Paramount pode redefinir o cenário global de mídia e esportes. Representantes do setor acompanham de perto os desdobramentos, avaliando como a eventual fusão impactaria a concorrência nos EUA e na Europa. A votação dos acionistas da Warner sobre a proposta da Netflix está marcada para 20 de março.
