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Gianni Infantino tenta quebrar coesão de Concacaf, Uefa e AFC contra sua gestão

Segundo o The Guardian, presidente da Fifa viajará à República Dominicana para assistir às finais de um torneio Sub-14 em busca de apoios

Gianni Infantino, em visita recente à Colômbia para a posse do presidente Abelardo de la Espriella - Reprodução/Instagram @gianni_infantino

Gianni Infantino, em visita recente à Colômbia para a posse do presidente Abelardo de la Espriella - Reprodução / Instagram (@gianni_infantino)

⚡ Máquina Fast
  • Gianni Infantino busca apoio no Caribe para enfrentar oposição das confederações continentais na Fifa.
  • Presença de Infantino em torneio juvenil na República Dominicana é vista como estratégia política para dividir a oposição.
  • Uefa, Concacaf e AFC preparam moção de censura e grupos de torcedores pedem renúncia do presidente da Fifa.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

Assolado pela oposição de confederações continentais importantes, Gianni Infantino busca agora dividir a oposição, que ameaça sua continuidade à frente da Fifa, no nível das federações nacionais.

Segundo o diário britânico The Guardian, o dirigente viajará à República Dominicana no próximo final de semana para acompanhar as finais do Desafio Sub-14 Masculino, torneio de menor importância, mas que é organizado pela União Caribenha de Futebol (CFU), região que pode render vários votos ao dirigente. Oficialmente, a Fifa não confirma a viagem.

O torneio reúne 21 federações da região, todas com direito a voto na eleição da Fifa, marcada para março de 2027. Recentemente, o dirigente esteve próximo da região, quando foi acompanhar a posse de Abelardo de la Espriella na Colômbia. É na África, América do Sul e Oceania onde o suíço concentra seus maiores apoios até o momento.

Em Santo Domingo, a presença do presidente da Fifa no país é vista como uma tentativa de dividir a coligação formada pela Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe (Concacaf) com a União das Associações Europeias de Futebol (Uefa) e a Confederação Asiática de Futebol (AFC), que articula a sua destituição.

Conflito

A viagem à República Dominicana pode ser a oportunidade de Infantino se encontrar frente a frente com Victor Montagliani, presidente da Concacaf e considerado um possível opositor nas próximas eleições da Fifa.

A Federação Dominicana de Futebol havia convidado Infantino para o evento, sem muitas pretensões de que ele fosse comparecer, antes da polêmica sobre o plano de venda de direitos comerciais do futebol a investidores privados ligados a Donald Trump.

Desde então, a federação local apoiou a declaração conjunta de Uefa, Concacaf e AFC, que pede revisão independente da proposta Fifa Forward Enterprise (FFE) e reunião de emergência do Conselho da entidade.

O presidente da Fifa tem buscado apoio em países como Marrocos e Catar, mas vê o evento da CFU como oportunidade para conquistar apoio de nações menores para o restante do atual mandato e votos para as próximas eleições.

Por enquanto, ele conseguiu o aval do México, que rompeu com a Concacaf. Granada e São Cristóvão e Névis, pequenas ilhas caribenhas, também manifestaram apoio ao dirigente. Já o Panamá teria dado suporte privado, sem declaração pública.

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Pressão

A participação de Infantino no torneio juvenil causa estranheza, já que o evento não é da Fifa. A entidade não comentou sobre os deslocamentos do presidente. Paralelamente, Uefa, Concacaf e AFC estudam apresentar moção de censura contra ele. Pelos estatutos da Fifa, um congresso extraordinário pode ser convocado se 43 das 211 associações solicitarem formalmente.

Grupos de torcedores também aumentaram a pressão, lançando uma petição pública pedindo a renúncia de Infantino.

“A vergonhosa tentativa de um indivíduo – o próprio presidente da Fifa – de vender a Copa do Mundo a investidores privados expôs uma traição que o futebol jamais esquecerá”, afirmou o comunicado das organizações de torcedores.

“Um presidente que trai repetidamente o futebol e faz pouco caso do nosso esporte perdeu o direito de liderá-lo. Pela credibilidade da Fifa – e pelo futuro do futebol – ele deve renunciar”, concluiu.