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Xeque Mansour amplia participação no Grupo City com aporte de £ 100 milhões

Investimento eleva fatia do proprietário do Manchester City para cerca de 81% em meio a incertezas sobre o futuro do clube

Erling Haaland comemora gol marcado pelo Manchester City em partida contra o Liverpool na Premier League 2026/2027 - Divulgação / Manchester City

Erling Haaland comemora gol marcado pelo Manchester City em partida contra o Liverpool na Premier League 2026/2027 - Divulgação / Manchester City

⚡ Máquina Fast
  • Xeque Mansour investe £100 milhões no City Football Group, aumentando sua participação para cerca de 81%.
  • Manchester City enfrenta investigação por violações financeiras e aguarda definição de possível punição após recurso.
  • City Football Group mantém uma ampla rede global de clubes, incluindo Bahia, e descarta venda dos ativos.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

O xeque Mansour realizou um novo investimento de £ 100 milhões no City Football Group (CFG), reforçando sua posição como principal acionista da organização que controla o Manchester City e outros clubes ao redor do mundo, incluindo o Bahia no Brasil.

Documentos registrados na Companies House mostram que 11.327.163 novas ações do CFG foram emitidas em 14 de outubro e adquiridas pela Newton Investment and Development, empresa ligada a Mansour. Com a operação, a participação do dirigente no grupo passou para aproximadamente 81%.

A transação também implica uma avaliação de mercado em torno de £ 5,9 bilhões para o CFG. A gestora americana Silver Lake permanece como a principal acionista minoritária da companhia.

Segundo o CFG, os recursos recebidos correspondem a “capital próprio do nosso maior acionista”. “Os recursos serão usados ​​para fins corporativos normais, de acordo com nossos planos estratégicos, financiando investimentos planejados no City Football Group”, afirmou um porta-voz da organização ao jornal londrino City AM.

Contexto

O aporte ocorre em um momento de incerteza para o Manchester City. Neste mês, uma comissão independente concluiu que o clube cometeu 114 violações das regras financeiras da Premier League após analisar operações realizadas ao longo de nove temporadas.

De acordo com a decisão, acordos comerciais teriam sido utilizados para mascarar aportes do proprietário e aumentar artificialmente as receitas do clube.

O Manchester City recorreu da decisão e contestou a conclusão da comissão. Em comunicado, a equipe classificou o veredito como “inseguro” e afirmou que ele contém “erros materiais claros de direito, princípio e fato”.

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Caso o recurso seja rejeitado, a punição ainda precisará ser definida. Entre as sanções em discussão estão multas, perda de pontos e até mesmo o rebaixamento esportivo.

Além desse processo, o clube pode enfrentar outro desafio regulatório. Na semana anterior, o presidente do Regulador Independente do Futebol (IFR), David Kogan, afirmou que o órgão possui “poder absoluto” para obrigar um proprietário a vender um clube caso conclua que a gestão foi conduzida sem a devida diligência.

Segundo Kogan, porém, qualquer medida dependerá primeiro da conclusão do recurso apresentado pelo Manchester City.

Grupo

O novo investimento acontece enquanto o principal ativo do City Football Group ainda aguarda definições sobre seu futuro esportivo e regulatório.

Apesar da relevância do Manchester City dentro da estrutura, o CFG opera uma rede internacional de clubes. Além do Bahia, o grupo possui participações majoritárias ou de controle em equipes como New York City FC, Melbourne City, Girona, Palermo, Troyes e Montevideo City Torque, que foi semifinalista da Copa Sul-Americana.

No início deste ano, o presidente do CFG, Khaldoon Al Mubarak, declarou que o grupo teria valor mínimo de US$ 10 bilhões em uma eventual negociação no mercado e classificou os clubes da rede como “joias”, descartando a possibilidade de venda dos ativos.