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Flamengo aprova readequação no orçamento e prevê déficit de R$ 40 milhões em 2026

Revisão financeira aponta queda em premiação e na venda de atletas em relação ao previsto, além de investimento no elenco

Jogadores do Flamengo comemoram gol contra o Atlético-MG pelo Brasileirão - Gilvan de Souza / Flamengo

Jogadores do Flamengo comemoram gol contra o Atlético-MG pelo Brasileirão - Gilvan de Souza / Flamengo

⚡ Máquina Fast
  • Flamengo aprova readequação orçamentária para 2026 com déficit previsto de R$ 44 milhões, apesar do aumento projetado de receita recorrente em 20%.
  • Eliminações prematuras em competições, ausência da Copa do Mundo de Clubes e queda na negociação de jogadores impactam negativamente as receitas do clube.
  • Indicadores de endividamento do Flamengo permanecem adequados, com relação dívida/Ebitda em 1,2 vez, e crescimento das receitas do Maracanã, mesmo sem venda dos naming rights.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

O Conselho de Administração do Flamengo aprovou a readequação orçamentária para o exercício de 2026 com previsão de um déficit de R$ 44 milhões, independentemente de o time conquistar o título do Campeonato Brasileiro.

A revisão, prevista no Estatuto do clube, atualiza as projeções financeiras do ano, que era de um saldo positivo de R$ 180 milhões.

Ganhos

Segundo o Flamengo, o orçamento revisado prevê crescimento de 20% na receita recorrente em relação a 2025. O clube também projeta aumento do Ebitda recorrente (Lucro Antes dos Juros, Impostos, Depreciação e Amortização, na sigla em inglês) na comparação anual e avanço da margem operacional recorrente, que alcançaria 25% em 2026, ante 19% registrados há dois anos.

A readequação foi aprovada por maioria durante reunião que contou com a participação de 56 conselheiros.

Perdas

De acordo com o Flamengo, alguns fatores fizeram com que a readequação fosse necessária. Algumas metas estabelecidas no orçamento original não foram alcançadas, com a eliminação na quinta rodada da Copa do Brasil para o Vitória, e na semifinal da Libertadores para o Estudiantes, nos pênaltis.

Esses fatores diminuem o potencial de arrecadação com itens como premiação, direitos de transmissão e receitas no estádio. Também impactam o sócio-torcedor, já que desanimam alguns fãs a seguirem no programa.

Outro fator importante, no comparativo com 2025, é a ausência de um torneio com premiação tão forte como a Copa do Mundo de Clubes da Fifa, realizada na temporada passada

Na ocasião, o Flamengo chegou às oitavas de final, sendo eliminado pelo Bayern de Munique (4 a 2). Só pela participação nesse torneio, o time carioca teve direito a R$ 27,71 milhões de premiação.

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Além disso, a arrecadação com negociação de jogadores também ficou abaixo do previsto. O clube citou como exemplo a não conclusão da venda de Gonzalo Plata ao Dínamo de Moscou. O time russo alegou que o atacante foi reprovado no exame médico, fazendo com que o negócio, avaliado em R$ 72 milhões, não acontecesse.

Outro fator apontado foi o investimento realizado no elenco em 2026, incluindo a aquisição dos direitos econômicos de Lucas Paquetá, que deixou o West Ham, da Inglaterra, por R$ 315 milhões.

Outro custo inesperado aconteceu com a demissão do técnico Filipe Luis, hoje no Monaco, e a contratação da comissão técnica comandada por Leonardo Jardim, que havia feito bom trabalho no Cruzeiro na temporada passada.

Endividamento

Por outro lado, a diretoria do Flamengo argumenta que os indicadores de endividamento permanecem dentro dos parâmetros considerados adequados. Segundo a revisão orçamentária, a relação entre dívida e Ebitda recorrente ficou em 1,2 vez, abaixo do índice de 1,8 vez registrado em dezembro de 2024.

Na prática, o indicador mede a capacidade de geração de caixa em relação ao volume de dívida. Quanto menor a proporção, menor o nível de alavancagem financeira da instituição.

O clube também apontou crescimento das receitas geradas pelo Maracanã em comparação com 2025. No entanto, o orçamento inicial previa a negociação dos naming rights do estádio por R$ 55 milhões, o que não ocorreu.