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Com Rafa Câmara, Bradesco entra na Haas vendo Fórmula 1 como chance de rejuvenescimento e ativações

Banco brasileiro tornou-se parceiro da equipe na principal categoria do automobilismo mundial a partir de 2027

José Ramos Rocha Neto, vice-presidente executivo do Bradesco, e Ayao Komatsu, chefe equipe da Haas, posam durante anúncio de acordo entre as partes - Gabriel Teixeira / Máquina do Esporte

⚡ Máquina Fast
  • Bradesco anuncia patrocínio à equipe Haas e entrada na Fórmula 1 a partir de 2027, alinhando estratégia de longo prazo e investimento no automobilismo brasileiro.
  • Banco visa democratizar o acesso ao esporte, buscando conectar-se com públicos jovens e diversificados por meio da parceria na Fórmula 1.
  • Parceria inclui ativações conjuntas para clientes e funcionários, com foco em relacionamento próximo e iniciativas além da exposição de marca.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

O Bradesco confirmou nesta quinta-feira (5) a entrada na Fórmula 1. Patrocinador de Rafael Câmara, o banco brasileiro anunciou, às vésperas do Grande Prêmio de São Paulo de 2026, um acordo com a Haas, em um novo passo no automobilismo a partir de 2027.

A chegada à categoria dá continuidade ao investimento do banco no automobilismo brasileiro, que já envolve os naming rights da Stock Car e acordos com TCR e Fórmula 4 Brasil. O Bradesco é parceiro de Rafa Câmara, que correrá pela Haas em 2027, desde que ele estava na Fórmula 3.

Em entrevista à Máquina do Esporte, Para Renato Camargo, diretor de marketing do Bradesco, explicou que a decisão está alinhada a uma estratégia de longo prazo, que combina investimento na formação de atletas, consistência nos patrocínios e construção de marca.

“Não entramos no negócio para ficar seis meses e depois sair. Não gostamos de ficar aproveitando uma oportunidade porque o cara chegou à Fórmula 1 e agora vamos entrar. Não tem nada a ver com isso”, disse.

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Para o banco, a Fórmula 1 acompanha o perfil de investimentos no esporte, enquanto surge como uma possibilidade de se conectar com novos públicos, principalmente os mais jovens, sendo incorporado à busca por rejuvenescimento de marca.

“Foi uma coisa crucial para a gente fazer essa parceria com a Haas e estar dentro de uma equipe de Fórmula 1: a categoria se tornou muito democrática. Ela é de todos os gêneros, de todos os públicos. Todo mundo costumava falar que era um esporte masculino e caro, de elite. Pode ser um esporte de elite para quem corre, mas não é para quem consome”, lembrou o executivo.

O movimento é importante para o Bradesco por aproximar a categoria de uma característica que o banco considera central em seu posicionamento: a democratização do acesso e a presença em diferentes segmentos da sociedade.

Viralização

O potencial de alcance que o Bradesco ganha com a entrada na Fórmula 1 através do patrocínio na Haas foi sentido pelo banco antes mesmo do anúncio. Há 4 dias, a instituição publicou no Instagram uma adaptação do logo da equipe, misturando com sua, como uma dica do que estava por vir. A publicação supera 20 mil curtidas, número acima da média para os perfis da empresa.

A repercussão nas redes sociais do anúncio envolvendo Rafael Câmara foi vista como um indicativo dessa diversidade.

“Quando você olha as redes sociais do Bradesco e da Haas, está chovendo gente jovem, mulheres e públicos de diferentes classes falando. Isso representa o Bradesco, essa questão de ser democrático, de estar em todos os lugares e representar diferentes públicos”, apontou Renato Camargo.

A transformação da Fórmula 1 em uma propriedade de entretenimento com alcance mais amplo também abre espaço para o banco trabalhar a aproximação com consumidores que não necessariamente acompanhavam o automobilismo no passado.

Ativações

A relação com a Haas foi construída a partir de uma identificação que vai além da exposição de marca nos carros e nos ambientes da equipe. O Bradesco pretende aproveitar a parceria para desenvolver iniciativas conjuntas, com foco no relacionamento com clientes e funcionários.

A empresa ainda não confirmou quais propriedades serão ativadas de forma mais direta. No tênis, com o SP Open, por exemplo, o banco usou o Bradesco Principal, segmento de alta renda. Na Stock Car, por outro lado, trabalha sua marca principal.

“A gente quer focar em um relacionamento e em uma parceria que vai além da questão monetária e financeira. Não queremos chegar, colocar dinheiro ali e falar que está pronto. É uma relação de valores”, explicou o diretor de marketing.

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A proximidade entre as instituições também passa pelo interesse da Haas em ampliar a presença no Brasil. Além da participação de Rafael Câmara na equipe, a equipe busca fortalecer sua identificação com o mercado brasileiro, enquanto o Bradesco pretende aproveitar o alcance internacional da categoria.

A intenção é construir as iniciativas em conjunto, aproveitando características das duas organizações. A parceria terá a presença do Bradesco em diferentes regiões brasileiras de um lado e a estrutura internacional e a plataforma global de uma equipe de Fórmula 1 do outro.

“É uma relação muito próxima, de amizade, de construir o negócio juntos”, afirmou Renato Camargo.

O patrocínio não ficará restrito às propriedades tradicionais de exposição. O banco trabalha em diferentes possibilidades de ativação envolvendo a equipe, Rafael Câmara e os demais integrantes do time, embora ainda não possa revelar os projetos.

“Vamos fazer muita coisa. Obviamente, não posso abrir ainda, até por questões contratuais, mas não vamos entrar só para expor a marca. Vamos fazer um negócio bacana, grande, tanto com a Haas quanto com o Rafa e o Bearman, afinal, entramos na escuderia”, adiantou o diretor de markerting do Bradesco.