O mercado de criptomoedas, como não poderia ser diferente, está em constante evolução e mudança. O que começou com o Bitcoin, lá em 2009, hoje se diversificou para centenas de opções de diferentes de ativos.
Pesquisas como o Ethereum valor presente se multiplicam, e a curiosidade das pessoas também se direciona para uma área relativamente nova, mas de crescente importância no mundo dos criptoativos: as chamadas fan tokens.
Em tradução livre, “fan token” seria algo como “moeda dos fãs”, e é até fácil especular o que significa: é um ativo criado pensando num público-alvo específico, que se interessa por um mesmo assunto e usa a especulação dessas moedas para gerar valor voltado para o alvo desse interesse comum.
Somando um mais um, também é fácil adivinhar que um dos ramos mais óbvios nos quais é possível desenvolver uma fan token são os times de futebol. A lógica, afinal, é muito simples: trata-se de uma forma de unir torcedores, beneficiar financeiramente o time para o qual eles torcem e oferecer a oportunidade de investir com valores reais. Esse modelo se expandiu para outras áreas do entretenimento, como eSports e eventos culturais, permitindo que fãs tenham maior proximidade e influência dentro das organizações que apoiam. Esse fenômeno tem impulsionado o uso da tecnologia blockchain em diversos setores, ampliando suas aplicações além do universo financeiro tradicional.
De onde vêm as criptomoedas dos times de futebol?
A bem da verdade, as Fan Tokens de futebol não são novidade – inclusive, muitos entendem que o principal hype sobre elas já não vive seu apogeu. No Brasil, especificamente, a onda de moedas virtuais dos clubes começou por volta do segundo semestre de 2021. O primeiro time a lançar o serviço foi o Atlético-MG, com a sua $GALO.
Logo seguiram moedas de clubes como Corinthians ($SCCP), Flamengo ($MENGO), São Paulo ($SPFC) e outras. Além do mais, fora do Brasil isso também é um fenômeno comum. Para ficar nos mais famosos, temos criptoativos de clubes como Barcelona ($BAR), Juventus ($JUV) e Manchester City ($CITY), Paris Saint-Germain ($PSG) e outros. Com a popularização desses ativos, alguns times passaram a utilizar parte dos recursos obtidos para financiar melhorias na infraestrutura, contratações e até projetos sociais voltados para suas comunidades. Essa nova forma de captação de recursos tem se mostrado uma alternativa interessante para clubes que buscam diversificar suas fontes de receita.
Para que servem fan tokens de times?
Diferente das criptomoedas tradicionais, como Bitcoin, Ethereum e afins, as fan tokens são criadas com um fim específico de gerar lucro para quem as criou – os times. É uma forma de os torcedores investirem no time, é verdade, mas não apenas isso. Existem outras formas de coins feitas por pessoas, como as meme coins, inclusive algumas envolvendo políticos.
O investimento per se é o foco principal, mas as equipes em geral criam incentivos variados para que seus torcedores comprem os ativos, cujo objetivo não é gerar lucro para os compradores a longo prazo. A ideia, na verdade, é que o torcedor invista no time e, ao mesmo tempo, seja recompensado não só com o sucesso esportivo da equipe, mas com benefícios para si mesmo.
Entre outras coisas, os ditos benefícios que os clubes oferecem podem incluir recursos como poder de voto em decisões da agremiação, descontos em produtos oficiais, encontro com jogadores, acesso a setores VIP, ingressos para jogos e afins. Com o avanço da digitalização, alguns clubes passaram a integrar suas fan tokens com experiências no metaverso, permitindo interações imersivas entre torcedores e seus times.
Isso não quer dizer, porém, que as fan tokens não estejam sendo usadas como forma de especulação. Os torcedores (e outros interessados) muitas vezes vão tentar lucrar em cima do ativo, mesmo que, em teoria, ele seja comercialmente exibido mais como um item de colecionador (como uma NFT, por exemplo) do que efetivamente como um ativo digital comum.
Fan Tokens são opções seguras?
Como é inerente às negociações de criptomoedas, quem lida com fan tokens precisa saber o que está fazendo. Esse tipo de criptoativo é negociado em plataformas de todos os tipos, e também em espaços virtuais específicos dos clubes que os criam.
Ao se ater a plataformas confiáveis e seguras, como Binance, que trabalha com fan tokens também, o usuário não corre risco em termos de golpe, vazamento de dados, etc. O mesmo vale para canais oficiais das agremiações. Qualquer coisa fora disso, porém, deve ser vista com desconfiança.
É importante lembrar também, por fim, que o objetivo desse tipo de ativo não é o lucro, por isso a negociação tende a ser diferente. Ao mesmo tempo, por gerar interesse de grupos específicos, as fan tokens de times são particularmente passíveis de serem especuladas de forma deliberada.
Um bom exemplo é o que aconteceu com a moeda do Santos (SANTOS), que recebeu um volume massivo de investimentos quando o time anunciou a contratação de Neymar. Nesse ínterim, a moeda se valorizou 20%, o que demonstra claramente que eventos externos podem (e vão) afetar o valor do ativo.