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Análise: É urgente. O esporte precisa banir o racismo!

por André Mendes - Especial para a Máquina do Esporte
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Passada uma semana do caso Neymar, especialistas em leitura labial comprovaram que o zagueiro espanhol Álvaro González realmente foi racista, mas para que isso acontecesse foi necessário que o Esporte Espetacular tomasse uma atitude. Será que federação francesa de futebol está enfrentando uma crise financeira e não conseguiu dar o primeiro passo nessa iniciativa? Coincidência ou não, o presidente da organização declarou, vergonhosamente, que racismo não existe dentro do futebol francês.

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Essa situação escancara um grande problema das instituições, que é não saber ou não querer lidar com a situação de forma efetiva, pois em menos de um mês todas vão fingir combater o racismo com faixas, placas e camisas. Mas é preciso ir além do discurso e realmente apoiar os atletas e todos os colaboradores dentro e fora de campo.

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Lewis Hamilton tem usado camisas com frases contra o racismo na Fórmula 1 - Foto: Getty Images

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Infelizmente essa não é a primeira vez que um atleta sofre racismo. Já aconteceu com Marinho, Daniel Alves, Rafaela Silva, Gelson, Aranha, Ângelo Assumpção, Daiane dos Santos, Diogo Silva, entre outros nomes que tiveram que enfrentar essa dor. Mas pode ser o começo do fim se as entidades esportivas tomarem atitudes mais sérias, ao invés de tratar a vítima como culpada, permitindo que seja punida enquanto o criminoso fica impune.

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O racismo é um crime e precisa ser tratado como tal, não se resolve com vídeo de pedido de desculpas, ou publicação de fotos ao lado de pessoas negras. Já estamos cansados desse jogo feio para ganhar medalha. Ou melhor, confetes. Precisamos que os racistas sejam banidos do esporte.

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É importante também ressaltar que não podemos relativizar a situação de Neymar e trazer outras temas para pauta, sejam do presente ou do passado. Nesse momento temos que entrar em campo juntos e compreender a força que carrega o nome do Menino da Vila, acender a chama da esperança para que o então "adulto Ney" assuma uma postura de combate ativista no futebol. A exemplo de LeBron James no basquete, Lewis Hamilton no automobilismo e Naomi Osaka no tênis, precisamos ter representatividade em todos os lugares.

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Enquanto negro, eu reafirmo que no jogo contra o racismo há dois lados, então você precisa definir se jogamos juntos ou se somos adversários, pois aqui no meu time a gente segue de pé no jogo e não vamos perder essa partida!

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Andre Mendes é consultor de comunicação, PR e diversidade

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