arquivo

Máquina Talks: Naming rights vão muito além do nome

por Redação - São Paulo (SP)
A
A

Além de protagonizarem um dos maiores clássicos do futebol brasileiro, Palmeiras e Corinthians são os grandes detentores de naming rights em seus estádios. O alvinegro paulista fechou recentemente um contrato com a Hypera Pharma de 20 anos, assim como o alviverde fechou um contrato da mesma duração com a Allianz em 2014. 

publicidade
publicidade

O primeiro dia do Máquina Talks - Futebol 5.0 trouxe um debate sobre o modelo de negócio que, apesar de ser muito conhecido e utilizado na Europa, e principalmente nos Estados Unidos, ainda é um terreno pouco explorado pelas empresas e pouco conhecido pelos torcedores. 

publicidade
publicidade

“O Brasil tem muita aderência para a publicidade, mas não tinha muita abertura para as empresas se sentirem confortáveis a investir em naming rights”, explica Caio Campos, superintendente de marketing da Neo Química Arena. “Não foi difícil de convencer a Hypera Pharma, mas foi trabalhoso explicar quão benéfico seria para todas as marcas.”

publicidade
publicidade

Ainda se pensa que o acordo de naming rights é apenas colocar o nome do estádio e ganhar atenção na mídia. Para os dois executivos, esse pensamento não faz sentido. 

publicidade
publicidade
publicidade

“Se as empresas só quisessem mídia, elas não precisam comprar o naming rights, elas investiriam em mídia. Hoje, você tem que conversar com o seu público e fazê-lo entender que aquele negócio é bom para ele também”, comenta Marcio Flores, diretor de marketing e inovação do Allianz Parque. 

publicidade

Para eles, a tendência do mercado é amadurecer e a união dos clubes vai fazer a diferença. “Não tem competição entre Palmeiras e Corinthians nesse quesito, esse movimento é importante para todos”, pondera Marcio. 

publicidade
publicidade
publicidade

O Allianz Parque se tornou um grande polo de shows e eventos em São Paulo e muitos jogos do Palmeiras acabam sendo realocados para atender essas demandas. Caio Campos aponta que o contrato com a Neo Química não permite que o Corinthians ‘perca’ jogos em casa para eventos. 

publicidade
publicidade

“A prioridade deles são os jogos, então eu só posso fechar shows nas datas que eu tenho certeza que não terão partidas”, explica Caio. “Vamos esbarrar sempre no problema do calendário.”

publicidade

Com os jogos destes anos que foram drasticamente afetados pela pandemia, as receitas da Neo Química Arena caíram 90%, mas o cenário não irá melhorar se só parte do público voltar. 

publicidade
publicidade
publicidade

“Nenhum clube fecha as contas de abrir um estádio só com a presença de dez mil torcedores. É complexo ver as pessoas falando sem embasamento técnico”, comenta Caio.

publicidade
publicidade

O Allianz acabou aproveitando o momento para investir no drive-in com shows e sessões de cinema. De acordo com Marcio, os eventos ajudaram a segurar as contas da arena. “Foi um ano que nos preparou e nos trouxe muito aprendizado”, explica.

publicidade

Maratona virtual da Asics alcança 56 mil atletas em 179 países