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Por mulheres, Coca-Cola "compra briga" no futebol dos EUA

por Redação - São Paulo (SP)
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A Coca-Cola decidiu "comprar briga" pelas mulheres no futebol dos Estados Unidos. Patrocinadora da US Soccer (Federação de Futebol dos Estados Unidos, também chamada de USSF) a multinacional veio a público para criticar o que chamou de "comentários inaceitáveis e ofensivos" feitos pela entidade em um processo judicial que pede a igualdade de gênero no futebol do país.

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Por lá, a seleção americana de futebol feminino (USWNT), atual campeã do mundo, entrou com um processo na Justiça exigindo igualdade salarial e de condições de trabalho. No processo, advogados da USSF declararam que "o trabalho de um jogador de futebol da equipe nacional masculina requer um nível mais alto de habilidade, velocidade e força do que as mulheres". Além disso, ainda afirmaram que "as jogadoras são menos qualificadas e têm menos responsabilidades do que seus colegas homens".

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Alex Morgan é uma das principais estrelas da seleção de futebol feminino dos Estados Unidos (Foto: Reprodução / YouTube (Polarbear Suburbs))

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Apoiada por outros patrocinadores importantes da USSF, como Budweiser, Deloitte e Visa, a Coca-Cola divulgou um comunicado condenando as afirmações e disse estar "extremamente decepcionada com os comentários inaceitáveis ​​e ofensivos".

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"Pedimos para nos encontrar com eles imediatamente para expressar nossas preocupações. A Coca-Cola é firme em seu compromisso com a igualdade de gênero, a justiça e o empoderamento das mulheres nos Estados Unidos e em todo o mundo, e esperamos o mesmo dos nossos parceiros", afirmou a multinacional americana de refrigerantes.

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As afirmações ganharam repercussão também entre as jogadoras e adeptas da USWNT.

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"As alegações são ridículas. Parece que foram feitas por um homem das cavernas, pois pertencem à era paleolítica. Literalmente, o mundo inteiro entende que um argumento de que os jogadores do sexo masculino têm mais responsabilidade é apenas um sexismo simples e ilustra a própria discriminação de gênero que nos levou a iniciar essa ação judicial", declarou Molly Levinson, representante da USWNT.  

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Em resposta, o presidente da USSF, Carlos Cordeiro, divulgou um comunicado declarando que o que está escrito no processo judicial "não reflete os valores da organização".

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"Em nome da US Soccer, peço sinceras desculpas pela ofensa e pela dor causadas pela linguagem no processo judicial, que não reflete os valores da nossa federação ou nossa tremenda admiração pela seleção nacional feminina. Nossas jogadoras da USWNT são incrivelmente talentosas e trabalham incansavelmente, como demonstraram repetidamente desde as medalhas de ouro olímpicas até os títulos da Copa do Mundo. Continuaremos defendendo a federação no tribunal, mas faremos mudanças imediatas", destacou o mandatário.

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De acordo com a imprensa americana, as tais "mudanças imediatas" incluem a contratação de um escritório de advocacia externo para orientar a estratégia legal da USSF no futuro. O julgamento está programado para começar em 5 de maio, com as jogadoras da USWNT em busca de mais de US$ 66 milhões em danos morais.

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