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Basquete / Negócios

NBA deve gerar US$ 10 bilhões nesta temporada após fim das restrições da pandemia

Acordo de transmissão e liberação de 100% da capacidade dos ginásios são trunfos da liga

Redação - São Paulo (SP) Publicado em 18/02/2022, às 11h28 - Atualizado às 11h32

Com liberação da lotação nos ginásios, NBA enterrou um de seus maiores problemas - Reprodução / Instagram (@warriors)
Com liberação da lotação nos ginásios, NBA enterrou um de seus maiores problemas - Reprodução / Instagram (@warriors)

A NBA deve gerar nesta temporada um faturamento recorde de US$ 10 bilhões. Os dados foram divulgados pelo comissário Adam Silver no final de outubro, no início do campeonato, e serão atualizados durante o fim de semana do All-Star Game.

“Perdemos quantia significativa de dinheiro [com a pandemia], mas a boa notícia é que nossa visão de negócios continua a crescer no longo prazo“, afirmou o dirigente, à ocasião.

Ao contrário dos últimos dois anos, prejudicados pela pandemia, em 2021/2022 não se esperam alterações nas previsões, uma vez que o público voltou aos ginásios, acordos com os principais patrocinadores foram assinados ou renovados e o contrato de direitos de transmissão está acertado até 2024/2025. Estima-se que os direitos de mídia representem cerca de US$ 2 bilhões nos negócios da liga.

No total, os acordos de transmissão gerarão US$ 24 bilhões para um ciclo de nove anos. Isso representa o triplo dos valores pagos anteriormente. Alguns veículos também apontaram que a liga buscaria um novo contrato, para o próximo ciclo, de US$ 75 bilhões com uma média de US$ 7,5 bilhões por ano, embora a negociação ainda esteja acontecendo.

Ainda faltam três temporadas para fechar o novo acordo, e a indústria audiovisual vive um momento de grande disrupção. A entrada de grandes players como Amazon ou DAZN começa a alterar o quadro de transmissões nos Estados Unidos, com a chegada da forte concorrência das plataformas de streaming.

Desde que a pandemia teve início, as audiências diminuíram, mas o consumo digital aumentou exponencialmente graças a gigantes como Peacock, ESPN e a própria NBA, com sua plataforma própria de OTT. Na TV tradicional, as finais de 2020 foram as menos vistas da história. Apesar de o público ter disparado em 2021, ainda ficou longe dos números do período pré-pandemia.

Vale destacar que a concorrência entre as grandes ligas dos Estados Unidos é forte. A NFL fechou um novo acordo de transmissão por US$ 105 bilhões com a entrada da Amazon. A NHL, por sua vez, renovou com Turner e ESPN pelo dobro do que vinha recebendo.

Voltando à NBA, os contratos de direitos de mídia contribuem atualmente com cerca de 35% do faturamento anual. Esse foi o principal motivo para a temporada ter começado no Natal passado ou para 2019/2020 ter terminado no formato de bolha.

A maior parte da arrecadação vem de bilheteria e match day, que contribuíam com 40% da receita total ou US$ 4 bilhões antes da pandemia. A liga conseguiu retomar parte desse nível no ano passado com a abertura parcial dos ginásios ao público e lotação máxima durante os playoffs. Neste ano, a expectativa é que esse nível de receita retome o nível da pré-pandemia.

Outro segmento de arrecadação, os contratos de licenciamento, também teve aumento. Os acordos com Dapper Labs para NFT (tokens não fungíveis) e Fanatics para varejo ajudaram nesse crescimento.

Os patrocínios, liderados pelo setor de tecnologia, contribuem com cerca de US$ 1,46 bilhão, segundo o último relatório da consultoria AIG. No ano de seu 75º aniversário, a NBA renovou acordos plurianuais com FanDuel e DraftKings como parceiros exclusivos de apostas, e ainda com GoogleSportradar, CoinBase e Microsoft, entre outros.

A NBA é a liga americana com mais acordos com gigantes desse setor, sendo a pioneira na introdução  da tecnologia blockchain e ativos digitais como NFTs. Na ausência de atualização de dados com as últimas renovações, as empresas de tecnologia contribuíram com US$ 115 milhões em novas receitas em 2020/2021.

Desde o ano passado, a NBA tem seu próprio comitê de blockchain, liderado por Mark Cuban e Joseph Tsai, principais acionistas do Dallas Mavericks e do Brooklyn Nets, respectivamente. Paralelamente, foi promovido o programa de startups, bem como outras iniciativas ligadas à tecnologia. Além disso, a NBA lançou uma plataforma própria para descobrir novas tecnologias em todo o mundo que possam potencializar seus negócios em diversas áreas.

Com tantas inovações, a NBA é a liga americana com menor média de idade entre sua base de fãs. Fora dos Estados Unidos, a idade média do assinante do NBA League Pass, sua plataforma de streaming, fica entre 25 e 44 anos. Nas redes sociais, a média é ainda menor. Nelas, a NBA conta com patrocinadores como Twitter, Google e Microsoft para continuar gerando engajamento.

“Enxergamos essa fase como um investimento de longo prazo e necessário para manter o negócio funcionando”, afirmou Adam Silver, em seu último discurso.