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Basquete / Proibido

NBA não permitirá casas de apostas no patrocínio de camisas

Executivo da liga de basquete afirmou que tem monitorado relação entre apostas e ligas de futebol para definir estratégia

Redação - São Paulo (SP) Publicado em 05/10/2021, às 15h26 - Atualizado às 15h28

Comissário da NBA, Adam Silver (à esquerda), ao lado do CEO da MGM Resorts International, Jim Murren - Divulgação
Comissário da NBA, Adam Silver (à esquerda), ao lado do CEO da MGM Resorts International, Jim Murren - Divulgação

A NBA ainda não está disposta a permitir que suas equipes vendam patrocínio na camisa para empresas de apostas. A hipótese foi rejeitada pela liga de basquete e voltou à discussão na última semana, depois que o Washington Capitals, da NHL, a liga americana de hóquei, anunciou a Caesars Sportsbook como sua patrocinadora de camisa a partir da temporada 2022/2023.

“Temos restrições porque vemos o que acontece internacionalmente”, disse o vice-presidente sênior de fantasy games da NBA, Scott Kaufman-Ross, durante o Simpósio Sports Capital que aconteceu nos Estados Unidos.

De acordo com o executivo, a liga tem observado o que acontece nas principais ligas de futebol da Europa.

“A Itália e a Espanha são mercados onde há proibição de todos os anúncios de apostas esportivas. O Reino Unido tem uma proibição à publicidade que vigora durante a realização da partida. Está chegando a hora que eles vão ter que tirar as marcas das camisas”, completou Ross, que continuou:

“Estamos apenas monitorando tudo isso e sendo cautelosos [...] não achamos que era a hora certa para abrir o patrocínio naquele cenário. Algumas ligas são mais permissivas em algumas coisas e menos em outras. Não julgamos ninguém pelo que procuram fazer. Não achávamos que era o momento certo para a NBA, e veremos para onde vamos a partir daí”.

Desde 2018, os Estados Unidos começaram a permitir a atuação de empresas de apostas no esporte e, consequentemente, no patrocínio esportivo. A NBA foi a primeira das grandes ligas a acertar um patrocínio com uma empresa do gênero, em acordo com a MGM Resorts, em julho de 2018.

Recentemente, a NHL encerrou uma investigação sobre o jogador Evander Kane, do San Jose Sharks, que havia sido acusado de apostar em jogos da liga por intermédio de sua ex-esposa, Anna. A liga anunciou que não havia evidências de que Kane arranjou o placar dos jogos investigados. O caso, porém, reacendeu o debate sobre até onde vai o limite para a relação entre apostas e o esporte.

Recentemente, a NBA permitiu que times como o Washington Wizards e o Phoenix Suns tivessem marcas de apostas esportivas como patrocinadoras em suas arenas, mas não autorizou a exposição na camisa de jogo. Para Kaufman-Ross, porém, proibir as apostas não seria uma solução.

“Se você tornar [o jogo] ilegal, as pessoas encontrarão uma maneira de fazê-lo ilegalmente. E é por isso que mudamos de posição. Olha, ainda acreditamos que as apostas representam riscos fundamentais para a integridade dos nossos jogos. Isso continua sendo verdade. Mas o que descobrimos é que a proibição federal sobre isso serve apenas para empurrar essa atividade para a clandestinidade. Ela não elimina essa atividade, apenas a empurra para um lugar onde não podemos monitorá-la e não há transparência”, complementou o executivo.

Atualmente, a NBA tem até inscrições nos vestiários dos jogadores relembrando-os para não apostarem em jogos. A liga tem um trabalho completo de monitoramento da relação dos atletas com as apostas com o objetivo de evitar combinações de resultados.