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Prisão de Maduro traz pouco transtorno ao calendário esportivo na Venezuela

Beisebol e ciclismo retomam programação após receio inicial, futebol vive recesso de início de ano

Imagem divulgada pela Casa Branca mostra Nicolás Maduro algemado em Nova York - Divulgação

Imagem divulgada pela Casa Branca mostra Nicolás Maduro algemado em Nova York - Divulgação

O calendário esportivo da Venezuela praticamente não foi afetado pela prisão de Nicolás Maduro, ocorrida no último sábado (3), por tropas dos Estados Unidos, que o levaram a Nova York, sob a justificativa de combater o tráfico de drogas.

Inicialmente, a Liga Venezuelana de Beisebol Profissional (LVBP), esporte mais popular do país, suspendeu jogos programados e cancelou a rodada.

Já a tradicional Volta de Táchira de ciclismo de estrada, programada para começar na próxima sexta-feira (9), chegou a ficar ameaçada. No entanto, os eventos já confirmaram a retomada das atividades sem grantes alterações no calendário previsto.

Beisebol

O presidente da LVBP, Giuseppe Palmisano, inicialmente havia afirmado que a liga avaliaria “dia a dia” a possibilidade de retomar a temporada, dependendo da evolução da situação de segurança no país. Os jogos foram suspensos no último sábado, enquanto aeroportos chegaram a ser fechados.

Nesta segunda-feira (5), porém, o dirigente confirmou que a temporada 2025/2026 seguirá normalmente, garantindo a continuidade da competição. Os jogos retornam na próxima quarta-feira (7).

“Ontem houve uma reunião entre os presidentes de todas as equipes participantes, e a decisão foi tomada de recomeçar na quarta-feira, com todas as medidas de segurança necessárias em vigor para atender os torcedores e dar continuidade à celebração do beisebol”, afirmou Palmisano, em entrevista à IVC e à Unión Radio, emissoras locais.

Com o atraso, a fase preliminar do torneio pode ser estendida até 1º de fevereiro. Além disso, a fase final pode ser reduzida de 7 para 5 partidas.

Ciclismo

A Volta de Táchira, principal evento ciclístico da Venezuela e que abre o calendário da União Ciclística Internacional (UCI) nas Américas, também esteve sob risco de adiamento.

A organização, porém, confirmou que a prova será realizada entre 9 e 19 de janeiro, mantendo o cronograma original.

“O evento prosseguirá sem quaisquer alterações, e as primeiras equipes estrangeiras chegarão a San Cristóbal a partir da próxima quarta-feira”, conta  Josmer Cuadros, vice-presidente da Associação de Ciclismo de Táchira (ATC), em entrevista à imprensa local.

A primeira etapa, com largada na sexta, sairá de San Cristóbal (Táchira) e chegará a Socopó (Barinas), ambas longe de Caracas, capital do país e centro dos acontecimentos políticos. O percurso será de 210 km. As outras nove etapas também estão garantidas, segundo os organizadores, sem alterações de rota.

A edição de 2026 da prova, apelidada de Tour dos Andes, contará com ciclistas de seis países. O venezuelano Eduin Becerra foi o campeão da competição em 2025.

Futebol

O futebol não foi diretamente afetado pelos acontecimentos. Os clubes que disputam a Liga Futve já retomaram os treinamentos e a competição de 2026, a 70ª da história da liga local, só começa no final do mês.

A Federação Venezuelana de Futebol (FVF), por sua vez, não divulgou nenhum comunicado oficial sobre a prisão de Maduro.

A Fifa não se pronunciou sobre o tema. Já a Conmebol afirmou laconicamente que “acompanha os recentes acontecimentos na Venezuela”. Segundo a Máquina do Esporte apurou, a entidade acredita que a situação esteja normalizada até que as competições continentais (Libertadores e Copa Sul-Americana) sejam iniciadas, daqui um mês.

A estreia de uma equipe venezuelana em competições da Conmebol será The Strongest x Deportivo Táchira, em La Paz, no dia 3 de fevereiro, pela Pré-Libertadores. O jogo da volta, em Táchira, será no dia 10.