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CBF lança projeto para neutralizar emissões de carbono da seleção na Copa do Mundo de 2026

"Seleção Carbono Neutra" mapeia pegada de partidas do Mundial para compensação

Projeto da CBF busca neutralizar emissões de carbono da seleção brasileira durante Copa do Mundo 2026 - Divulgação / CBF

⚡ Máquina Fast
  • CBF lança projeto Seleção Carbono Neutra para zerar emissões de gases do time na Copa do Mundo de 2026.
  • Compensação das emissões será feita via créditos de carbono no projeto do Aterro Sanitário de Seropédica.
  • Transporte é responsável por 72% das emissões, com controle e relatório feitos em parceria com Instituto Climático VBH.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) apresentou, nesta terça-feira (23), no escritório localizado em Miami (EUA), o projeto Seleção Carbono Neutra. A iniciativa tem como meta zerar o balanço de emissões de gases de efeito estufa da equipe nacional durante a disputa da Copa do Mundo de 2026, por meio da compensação da pegada de carbono gerada pela delegação ao longo do torneio.

A medida integra a plataforma corporativa CBF Impacta, braço da entidade voltado para as diretrizes ambientais, sociais e de governança (ESG). O processo de cálculo e o controle operacional são conduzidos em parceria com o Instituto Climático VBH.

A empresa atua na estimativa prévia de emissões, na compensação da parcela que não pode ser evitada, no inventário pós-evento e na elaboração dos relatórios finais. O planejamento para a execução do programa engloba toda a estrutura logística de deslocamento e manutenção da seleção brasileira.

“A seleção brasileira é um patrimônio mundial e, justamente por isso, deve assumir um papel de protagonismo nas causas que impactam o futuro do planeta. Queremos conquistar o hexacampeonato, mas também deixar um legado positivo”, disse Samir Xaud, presidente da CBF.

O mapeamento realizado pela organização parceira identificou que o transporte é o principal gerador de gases de efeito estufa da operação, respondendo por 72% do volume total. A hospedagem representa 16% do impacto, seguida pela alimentação, com 9%, e pela geração de resíduos, que equivale a 3%.

A compensação é realizada por intermédio do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, uma ferramenta validada pela Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC) que permite a aquisição de créditos de carbono. Para a operação da CBF, a baixa desses créditos foi direcionada ao projeto do Aterro Sanitário de Seropédica, localizado no Rio de Janeiro.

“O CBF Impacta nasceu para inserir a sustentabilidade no centro das decisões da Confederação. A iniciativa é mais um passo nessa jornada e mostra que é possível conciliar excelência esportiva e responsabilidade ambiental, transformando a força da nossa Seleção em uma plataforma de conscientização e de exemplo para o futebol mundial”, exaltou Ricardo Gluck Paul, vice-presidente da CBF.

O compromisso com a pauta climática havia sido estabelecido pelo presidente da entidade, Samir Xaud, em julho de 2025, logo após assumir a gestão. O planejamento estratégico, que também abrange a equipe feminina, foi apresentado publicamente durante a COP30, conferência climática realizada em Belém (PA).

Ações

A metodologia de compensação já foi aplicada em compromissos recentes da equipe. No amistoso de preparação contra o Egito, disputado em Cleveland, a estimativa inicial apontava a emissão de 168 toneladas de dióxido de carbono equivalente.

Com o objetivo de garantir a cobertura de cenários mais críticos, a entidade neutralizou 273 toneladas, com a certificação já emitida pelo órgão internacional.

Nos confrontos válidos pela fase de grupos do Mundial, os índices projetados são menores em função das distâncias logísticas. No jogo contra o Marrocos, a previsão foi de 19 toneladas de emissão, com uma compensação estruturada para 57 toneladas.

No jogo contra o Haiti, pela segunda rodada, a estimativa ficou em 22 toneladas, enquanto a meta de neutralização subiu para 36 toneladas. Os pedidos referentes a esses dois jogos já foram submetidos e aguardam a liberação dos certificados oficiais. 

Para o duelo contra a Escócia, na quarta-feira (24), a confederação projeta 61 toneladas emitidas e um plano de neutralização de 80 toneladas.

“Ser a primeira seleção nacional carbono neutra do mundo é uma demonstração de que o futebol pode inspirar mudanças concretas e contribuir para um futuro mais sustentável”, concluiu Samir Xaud.