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Torcida dos Estados Unidos reclama de limitações da Copa do Mundo 2026

Problemas com ingressos e políticas de estádios geram sensação de marginalização entre grupos organizados

Los Angeles Stadium durante festa de abertura da Copa do Mundo 2026 - Fifa/Divulgação

Los Angeles Stadium durante festa de abertura da Copa do Mundo 2026 - Fifa/Divulgação

⚡ Máquina Fast
  • Torcidas organizadas dos EUA enfrentam restrições na entrada de bandeiras e instrumentos musicais na Copa do Mundo 2026.
  • Grupos norte-americanos criticam a distribuição confusa e limitada de ingressos de baixo custo pela Federação de Futebol dos EUA.
  • Torcedores dos EUA ficam dispersos em arquibancadas superiores, reduzindo a pressão durante os jogos no torneio em seu país.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

Torcidas organizadas dos Estados Unidos reclamam de enfrentar obstáculos em suas atividades durante a primeira semana da Copa do Mundo 2026. Questões relacionadas à entrada de bandeiras, instrumentos musicais e à distribuição de ingressos criaram insatisfação entre os American Outlaws, Sammers SC e Barra 76, principais grupos organizados que torcem pelo país. As torcidas afirmam se sentir marginalizadas em um torneio sediado em seu próprio país.

A American Outlaws, considerada a principal torcida organizada dos Estados Unidos para todas as modalidades, não conseguiu levar sua bandeira gigante ao Los Angeles Stadium para a estreia de sua seleção contra o Paraguai.

“Submetemos a bandeira para aprovação da Fifa, e ela foi negada devido ao seu tamanho”, lamentou Whitney Zaleski, gerente de operações do grupo, em entrevista ao site Front Office Sports.

Segundo a torcedora, a decisão de liberação desses apetrechos depende tanto da Fifa quanto da administração dos estádios.

O Sammers SC também relatou dificuldades. Craig Hahn, membro da diretoria, afirmou que a bandeira menor do grupo foi aprovada, mas não pôde ser exibida da forma tradicional, pendurada em corrimões, devido a restrições ligadas à sinalização publicitária do estádio. Além disso, o grupo enfrentou resistência para entrar com um tambor, mesmo com autorização prévia da Fifa.

“Há uma certa desconexão entre o que a Fifa diz e o que os estádios realmente fazem”, reclamou Hahn.

Ingressos

Outro ponto de insatisfação é a localização dos assentos desses grupos. Diferente de outros países, nos quais torcedores ficam atrás do gol, os grupos norte-americanos ficaram dispersos em arquibancadas superiores.

“Muitos países têm torcedores atrás do gol. Mas, nos EUA, nossas seções ficam principalmente nos níveis 300 ou 400, dependendo do estádio”, conta Trevin Wurm, da American Outlaws.

“[A torcida] não estar junta reduz nossa capacidade de pressionar os jogadores.”

A distribuição de ingressos de baixo custo, anunciados pela Fifa como Categoria de Entrada para Torcedores, também gerou críticas. Limitados a 500 lugares por seleção, os bilhetes deveriam ser destinados prioritariamente a membros de torcidas organizadas oficiais.

No entanto, Wurm relatou que “todo o processo de alocação foi confuso”, com torcedores recebendo informações sobre seus ingressos apenas semanas antes das partidas.

Gerald Foston, presidente do Sammers SC, responsabilizou a Federação de Futebol dos Estados Unidos pelo problema. Segundo ele, o programa de fidelidade Insiders não funcionou como prometido.

“Temos pessoas que são membros Insiders de alto escalão. Elas pagam US$ 4.000 ou US$ 5.000 por ano e não receberam nenhum ingresso.”, conta.

A federação norte-americana não se pronunciou sobre o problema.

Próximos passos

Apesar das dificuldades, a vitória dos Estados Unidos por 4 a 1 sobre o Paraguai animou o público local. Zaleski destacou que milhares de torcedores participaram das festividades pré-jogo em Los Angeles.

Para o jogo contra a Austrália, nesta sexta-feira (19), Hahn espera que o Seattle Stadium seja “mais tolerante”, dado o histórico da cidade com o futebol.

Após o torneio, os grupos de torcedores pretendem se reunir para avaliar suas experiências e discutir melhorias junto à federação norte-americana.