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Venda de grama de estádio da final da Copa do Mundo gera polêmica com poder público

Governadora de Nova Jersey questiona lucro da Fifa com comercialização de souvenir do estádio

Pedaço da grama da final da Copa do Mundo 2026 está sendo vendido pela Fifa - Divulgação

Pedaço da grama da final da Copa do Mundo 2026 vendido pela Fifa - Divulgação

⚡ Máquina Fast
  • A Fifa está vendendo partes do gramado do Metlife Stadium em cápsulas resinadas a preços entre US$ 450 e US$ 3.000, com limite de 2.026 unidades por categoria.
  • Autoridades de Nova Jersey reclamam que o estado investiu US$ 13,04 milhões na preparação do gramado, mas não recebe parte dos lucros da venda.
  • A iniciativa gerou críticas até no partido de Donald Trump, que chamou a venda de ilegal e sugere que o governo busque ordem judicial contra a Fifa.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

A venda de partes do gramado do Metlife Stadium (chamado pela Fifa durante a Copa do Mundo 2026 de Nova York/Nova Jersey Stadium) gerou conflito com autoridades de Nova Jersey.

A entidade colocou à disposição em seu site de produtos licenciados pedaços encapsulados em resina, com preços entre US$ 450 e US$ 3.000. Cada categoria é limitada a 2.026 unidades, o que pode resultar em arrecadação superior a US$ 11,2 milhões.

Custos

Documentos oficiais indicam que a Autoridade de Esportes e Exposições de Nova Jersey, órgão público, investiu US$ 13,04 milhões para adequar o gramado às exigências da Fifa. Os representantes do estado argumentam que o gasto com o gramado foi público, mas o lucro ficou com a entidade que comanda o futebol.

“Nova Jersey pagou milhões de dólares pelo custo total do gramado do MetLife Stadium [nome real da arena]. Então, os contribuintes de Nova Jersey devem ter direito a uma parte dos lucros”, diz Steve Sigmund, porta-voz da governadora Mikie Sherrill (Partido Democrata).

Reações

A crítica também veio do próprio partido do presidente Donald Trump, aliado de Gianni Infantino, que comanda a Fifa.

O deputado republicano Mike Inganamort disse que “a Fifa precisa sair do nosso território, literalmente”, classificando a venda como “não apenas um mau negócio para os contribuintes de Nova Jersey, mas também ilegal”. Inganamort defendeu que o governo estadual avalie uma ordem judicial de restrição contra a iniciativa.

Fontes próximas à Fifa e ao comitê organizador informaram que existe um acordo para comercializar apenas uma pequena parte do gramado, equivalente a cerca de cinco jardas (equivalente a 4,572 metros).