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Governo federal busca impulsionar indústria de games no Brasil com criação de Grupo de Trabalho

GT, com participação de diversos ministérios, irá regulamentar Marco Legal dos Games

Grupo de Trabalho Interministerial dos Games irá se reunir quinzenalmente - Henrique Barrios / MEsp

Grupo de Trabalho Interministerial dos Games irá se reunir quinzenalmente - Henrique Barrios / MEsp

⚡ Máquina Fast
  • Governo federal cria Grupo de Trabalho Interministerial para regulamentar o Marco Legal da Indústria de Jogos Eletrônicos.
  • Brasil produz menos de 5% dos games que consome e busca aumentar participação no mercado nacional e internacional.
  • GTI visa desenvolver políticas públicas para fomentar a indústria de games e usar e-Sports como ferramenta de inclusão social.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

O governo federal quer agir em políticas públicas que gerem o fomento da indústria de games do Brasil. Esse é um dos objetivos do Grupo de Trabalho Interministerial (GTI) do setor, criado no início do mês, com objetivo de regulamentar a Lei nº 14.852/2024, conhecida como Marco Legal da Indústria de Jogos Eletrônicos.

A iniciativa é coordenada pelo Ministério da Cultura e conta com a participação do Ministério do Esporte, além das pastas de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços; Educação; Saúde; Fazenda; Ciência, Tecnologia e Inovação; Justiça e Segurança Pública.

O GTI também conta com representantes de Agência Nacional do Cinema (Ancine), Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), Advocacia-Geral da União (AGU) e Associação Brasileira das Desenvolvedoras de Jogos Eletrônicos (Abragames).

 “O foco principal do GTI é a indústria dos games”, destacou Giovanni Rocco, secretário nacional de Apostas Esportivas e Desenvolvimento Econômico do Esporte, do Ministério do Esporte.

“Hoje, o Brasil não produz nem 5% do que consome em games. A ideia é pelo menos estruturar para que o Brasil tenha novos players produzindo, aumentando sua participação no mercado nacional e que exportem para outros países”, completou o secretário, em entrevista à Máquina do Esporte.

Rocco dá como exemplos países como Japão e China, que nos últimos anos, desenvolveram sua indústrias nacionais para o setor de e-Sports.

“A Alemanha é uma grande fornecedora de games para o mundo inteiro. A indústria alemã não só supre a demanda local, como entrega ao mundo três vezes o que consome”, contabiliza.

Projetos sociais

O secretário também apontou o potencial de projetos de e-Sports como importante ferramenta de inclusão social para o público jovem, principalmente a Geração Z e a Alfa, que já nasceram na era digital.

“O GTI também é uma importante maneira de se comunicar com essa geração, que muitas vezes acha que não precisa do estado para nada. A ideia é estruturar políticas públicas para dialogar com esse público”, declara ele.

Próximos passos

O GTI irá se reunir a cada 15 dias para elaborar propostas conjuntas. Ao final dos trabalhos, apresentará um relatório à ministra da Cultura, Margareth Menezes, cuja pasta lidera a iniciativa.

A ideia é trazer recomendações que possam ser utilizadas na regulamentação do marco legal dos games e para a formulação de projetos do governo para o desenvolvimento sustentável do setor.