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Fórmula 1 tem receita 15% menor no primeiro semestre com corridas suspensas, mas lucra

Balanço da Liberty Media indica superávit operacional de US$ 180 milhões para a categoria; MotoGP viu faturamento crescer 6%

Fernando Alonso em ação com a Aston Martin durante Grande Prêmio da Hungria de Fórmula 1 2026 - Divulgação / F1

⚡ Máquina Fast
  • Fórmula 1 teve queda de 15% na receita no primeiro semestre de 2026 devido à redução de corridas por conflitos no Oriente Médio.
  • MotoGP registrou crescimento de 6% na receita no mesmo período, mantendo o número de corridas e aumentando o lucro operacional.
  • Liberty Media projetou 23 corridas para o restante da temporada de F1 e celebrou acordos de longo prazo e novas parcerias na MotoGP.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

A Liberty Media, dona de Fórmula 1 e MotoGP, divulgou os seus resultados financeiros e operacionais referentes ao segundo trimestre e ao acumulado do primeiro semestre de 2026. A F1 apresentou retração por conta do menor número de corridas realizadas no período, enquanto a categoria de motovelocidade viu as receitas crescerem.

A Fórmula 1 encerrou os seis primeiros meses de 2026 com uma receita de US$ 1,38 bilhão, o que representa uma queda de 15% em relação ao mesmo período do ano anterior. O lucro operacional da categoria no semestre foi de US$ 180 milhões.

A queda nos números está atrelada aos problemas que o calendário da Fórmula 1 enfrentou nos últimos meses. A primeira metade do ano contabilizou a realização de oito corridas, três a menos do que as 11 etapas disputadas no mesmo recorte de 2025, já que os GPs da Arábia Saudita e Bahrein foram suspensos por conta dos conflitos no Oriente Médio.

A receita primária da categoria, que engloba os direitos de mídia, as taxas de promoção e os patrocínios, caiu 17% no semestre, recuo justificado justamente por essa menor proporção de eventos operados até junho.

Para o restante da temporada, a categoria ajustou a sua projeção, que inicialmente era de 22 etapas baseadas no orçamento, para 23 corridas, após o anúncio da realocação do Grande Prêmio do Bahrein para a Malásia, marcado para outubro. 

“Continuamos focados em fortalecer as bases do nosso esporte junto com as equipes e a FIA para entregar a melhor experiência possível para nossos fãs ao redor do mundo, tanto dentro quanto fora das pistas”, disse Stefano Domenicali, CEO da Fórmula 1.

MotoGP

A operação da MotoGP , por outro lado, registrou crescimento. Considerando os resultados de forma pró-forma, isto é, como se a aquisição pela Liberty Media tivesse ocorrido em 1º de janeiro de 2024 para fins de comparação, a categoria anotou um aumento de 6% em sua receita, totalizando US$ 264 milhões nos primeiros seis meses do ano. 

O lucro operacional do período ficou em US$ 13 milhões, com o mesmo número de 10 corridas realizadas tanto no primeiro semestre de 2026 quanto no de 2025.

“Estamos entusiasmados com a forte competição nas pistas, com algumas das performances mais acirradas entre os pilotos na história do esporte. Assinamos com sucesso nossos novos acordos com todos os fabricantes e equipes até 2031, um marco importante que fornece a base necessária para crescer o esporte coletivamente”, lembrou Carmelo Ezpeleta, CEO da MotoGP.

“Além disso, nomeamos a CAA como nossa agência de patrocínio global para acelerar nosso canal comercial e renovamos com vários parceiros promotores e de transmissão em toda a Europa e Ásia, enquanto continuamos investindo para impulsionar o crescimento global de longo prazo do nosso esporte”, completou.