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CBF se une a Ministérios em campanha contra violência de gênero e plano de legado para Copa Feminina

Ação de conscientização une jogadores da seleção brasileira, enquanto projeto define iniciativas para desenvolvimento aproveitando o Mundial de 2027

Campanha "Papo de Homem", da CBF e dos Ministérios do Esporte e das Mulheres, busca dialogar com o público masculino sobre a prevenção da violência contra as mulheres - Divulgação

⚡ Máquina Fast
  • CBF, Ministérios do Esporte e das Mulheres lançam campanha contra violência no futebol masculino durante amistoso Brasil x Argentina feminino.
  • Plano Nacional do Legado Social e Esportivo da Copa do Mundo Feminina 2027 visa políticas públicas para inclusão, segurança e valorização das mulheres no esporte.
  • Lei do Futebol Feminino de 2026 estabelece protocolos de proteção e combate à discriminação, alinhando-se às diretrizes do novo Plano Nacional.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) se juntou aos Ministérios do Esporte e das Mulheres para o lançamento da campanha “Papo de Homem – No futebol, a violência não entra em campo” e do Plano Nacional do Legado Social e Esportivo da Copa do Mundo Feminina 2027.

A apresentação dos projetos ocorreu na Arena Pernambuco, no Recife, integrando a programação do amistoso entre as seleções femininas do Brasil e da Argentina. A iniciativa de conscientização busca utilizar o alcance da modalidade para dialogar com o público masculino sobre a responsabilidade na prevenção da violência contra as mulheres.

A ativação central consistiu na veiculação de um vídeo nos telões do estádio antes do apito inicial e durante o intervalo da partida. A peça audiovisual reúne torcedores e jogadores com histórico de convocações, como Vini Jr., Endrick, Estevão, Matheuzinho, Gabriel Bontempo, Douglas Luiz, Breno Bidon, Vanderson, Rayan, Pedro Morisco e Hugo Souza.

O material também orienta o público sobre o uso dos canais de atendimento para denúncias e emergências, como o Ligue 180 e o 190.

“O futebol tem uma capacidade enorme de mobilizar pessoas, e queremos usar essa força para dizer que a violência contra as mulheres não pode ser tolerada. Os homens precisam fazer parte dessa mudança, dentro e fora dos estádios. Queremos que o Mundial deixe muito mais do que grandes jogos. Queremos que represente mais oportunidades, segurança, respeito e direitos para meninas e mulheres em todo o Brasil”, disse Paulo Henrique Cordeiro, ministro do Esporte.

Legado

A campanha integra as ações operacionais do Plano Nacional de Legado, estruturado para converter o Mundial de 2027, programado para os meses de junho e julho, em políticas públicas de longo prazo. O projeto possui escopo nacional, sem limitação de atuação restrita às oito cidades-sede, e foi desenhado sob quatro diretrizes principais.

O texto do plano estipula ações para garantir o acesso e a permanência feminina nas atividades esportivas, o fomento ao desenvolvimento profissional e à ocupação de cargos de liderança, a promoção de ambientes seguros voltados ao enfrentamento do racismo e da violência, e a valorização do potencial econômico para transformar a cultura em torno do futebol feminino.

O evento de lançamento contou com a participação da secretária extraordinária da Copa do Mundo Feminina 2027, Juliana Agatte, da secretária executiva do Ministério das Mulheres, Eutália Naves, e de representantes da diretoria da CBF. 

As diretrizes do novo plano governamental alinham-se à Lei do Futebol Feminino, sancionada em setembro de 2026, que estabelece parâmetros legais para a criação de protocolos de proteção física e psicológica, além de determinar regras para o combate à discriminação e para o incentivo à profissionalização das mulheres no ecossistema esportivo.