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Puma e casas de apostas lideram acordos comerciais no início do Brasileirão Feminino 2026

Entre os 18 clubes da competição, 10 possuem patrocínio máster de empresas de apostas, enquanto a marca esportiva alemã veste 4 equipes

Time feminino do Palmeiras veste Puma e tem a Sportingbet como patrocinadora principal - Reprodução / X (@Palmeiras_FEM)

⚡ Máquina Fast
  • Casas de apostas patrocinam 55,5% dos clubes da Série A1 do Brasileirão Feminino 2026, consolidando presença dominante no uniforme máster.
  • Puma lidera entre fornecedores de material esportivo, vestindo quatro clubes, seguida por Adidas e Nike no campeonato feminino.
  • CBF assegurou patrocínios com Uber, Itambé, Amazon e Hyundai para o Brasileirão Feminino 2026, fortalecendo estrutura comercial antes da Copa do Mundo.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

O início do Brasileirão Feminino 2026 confirmou duas forças comerciais da competição: a presença dominante das casas de apostas nos patrocínios másteres e a liderança da Puma entre os fornecedores de material esportivo. Um levantamento da Máquina do Esporte mostra que 10 dos 18 clubes da Série A1 exibem marcas de apostas na principal propriedade da camisa, o equivalente a 55,5% da competição.

Másteres

Entre os clubes da elite, a maioria mantém o mesmo patrocinador máster nas equipes masculina e feminina, o que reforça a estratégia de contratos integrados e maior padronização comercial, caso do Corinthians, Flamengo, Cruzeiro, Atlético-MG, Palmeiras, São Paulo, Fluminense, Botafogo, Juventude e Vitória.

Crédito: Arte/Máquina do Esporte

Crédito: Arte/Máquina do Esporte

A Ferroviária aparece como principal exceção entre os clubes com máster comercializado, ao manter a Amil na equipe feminina e o Esportes da Sorte no masculino, evidenciando negociações independentes entre as modalidades.

Também fogem ao padrão de apostas o Red Bull Bragantino, que utiliza a marca proprietária Red Bull como patrocinadora institucional, e o Mixto, que estampa a marca governamental Conheça Mato Grosso.

Por outro lado, cinco clubes iniciaram a competição sem patrocinador máster no uniforme feminino: Internacional, Bahia, Santos, Grêmio e América-MG. No caso do clube mineiro, há um acordo pontual para as semifinais do Mineiro 2026 com a Keno Minas, que contempla apenas o futebol masculino, mantendo a equipe feminina sem parceiro na principal propriedade comercial. O Santos, por sua vez, passou a contar com a Novibet no masculino, enquanto o uniforme feminino segue com o espaço principal da camisa em aberto.

A ausência de máster no feminino ocorre em um contexto mais amplo de ajustes no mercado. A própria Série A Masculina iniciou 2026 com clubes sem patrocinador principal após rescisões e encerramentos de contratos, o que indica um ambiente comercial mais seletivo para a ocupação da propriedade mais valiosa do uniforme.

Por fim, ainda que parte das equipes não tenha ocupado o espaço máster, é possível observar boa presença de marcas em propriedades secundárias, como mangas, costas e calção, com parceiros regionais, institucionais e comerciais. O movimento indica avanço na monetização do uniforme feminino, mesmo quando o principal ativo permanece disponível.

Material esportivo

Entre os fornecedores de material esportivo, a Puma lidera em número de clubes no Brasileirão Feminino 2026, com presença nos uniformes de Palmeiras, Bahia, Red Bull Bragantino e Fluminense.

A Adidas aparece na sequência, vestindo Flamengo, Cruzeiro e Internacional, enquanto a Nike fornece material para Corinthians e Atlético-MG. A New Balance está presente no São Paulo e assumirá o fornecimento do Grêmio, cujo acordo já foi anunciado. O clube porto-alegrense segue utilizando uniformes da Umbro até a oficialização da transição.

Outras marcas completam o cenário com acordos pontuais, como Umbro no Santos, Volt Sport em Vitória e América-MG, Lupo Sport na Ferroviária, 19Treze no Juventude e Tubarão Sports no Mixto.

No caso do Botafogo, a Reebok figura como fornecedora no início da temporada, mas o clube não renovou o contrato com a marca e possui proposta para utilizar a Mizuno ao longo de 2026, o que pode alterar o mapa de fornecedores durante o calendário.

Patrocinadores do torneio

Após iniciar 2025 sem patrocinadores e com calendário indefinido, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) estruturou com maior antecedência o plano comercial do Brasileirão Feminino para 2026, temporada que antecede a Copa do Mundo Feminina no Brasil.

Dessa forma, a edição deste ano fechou patrocínio com Uber, Itambé e Amazon, com contratos de dois anos, além da Hyundai, cujo acordo com a entidade irá até 2028.