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A história que une Tigres e Palmeiras, rivais do Mundial de Clubes

Redação Publicado em 04/02/2021, às 19h30

Imagem A história que une Tigres e Palmeiras, rivais do Mundial de Clubes

O Palmeiras já sabe quem será o primeiro adversário do time no Mundial de Clubes da Fifa: o clube enfrentará o Tigres, do México. Em campo, estarão os campeões da Liga dos Campeões da Concacaf e da Libertadores, mas as semelhanças não param no sucesso em campo. Ambos mantêm uma empresa forte por trás que gera maior capacidade de investimento, ainda que com modelos distintos.

O Tigres é uma clube-empresa. Ele surgiu como o time da Universidad Autónoma de Nuevo León (UANL), mas hoje é comandado por uma marca de cimento, a Cimex. E essa chegada aconteceu em um momento de fragilidade esportiva e financeira da equipe, graças ao plano do empresário Lorenzo Zambrano.

Zambrano, que faleceu em 2014, era neto do fundador da Cemex e, na época, dono da companhia. Em 1996, o Tigres havia sido rebaixado à segunda divisão do México e estava com graves problemas financeiros. O executivo resolveu, então, resgatar a equipe.

A Cemex, em conjunto com a Femsa, criou a Sinergia Deportiva, empresa que passou a administrar o Tigres. Alguns anos mais tarde, a companhia especializada em distribuição de bebidas resolveu sair do projeto, e a Cimex passou a ser a dona única da Sinergia Deportiva e, por consequência, da equipe.

Gignac, com Cemex no peito, brilha na estreia do Tigres no Mundial; clube investiu pesado na última década (Foto: Reprodução / Instagram.com/clubtigresoficial)

A Cemex, em conjunto com a Femsa, criou a Sinergia Deportiva, empresa que passou a administrar o Tigres. Alguns anos mais tarde, a companhia especializada em distribuição de bebidas resolveu sair do projeto, e a Cimex passou a ser a dona única da Sinergia Deportiva e, por consequência, da equipe.

Ao longo dos anos, o time se recuperou financeiramente e passou a ficar entre os grandes do México. Um dos símbolos do poderio financeiro da equipe com a Cemex foi a contratação do atacante francês André-Pierre Gignac, que fez dois gols no primeiro jogo do clube no Mundial de Clubes.

Gignac foi contratado pelo Olympique de Marseille em 2010 por 16 milhões de euros. Cinco anos depois, o atacante foi o vice-artilheiro do Campeonato Francês, mas, aos 30 anos, preferiu não ficar na Europa. Mesmo em alta e com o mercado aberto, o jogador foi conquistado pelos euros do cimento em 2015 e se transformou no grande astro do Tigres.

Segundo levantamento da Transfermarkt, ao longo da década o Tigres investiu US$ 133 milhões em contratação de jogadores, quantia próxima de Chivas e América, as duas equipes mais populares do México. A folha salarial da equipe é de 58 milhões de euros, a segunda da Concacaf, atrás apenas do Los Angeles Galaxy.

Mas também não é apenas no parceiro forte que o Tigres mantém semelhanças financeiras com o Palmeiras: a torcida fanática também ajuda. O time é o segundo do Campeonato Mexicano que mais fatura com bilheteria, atrás apenas do rival da própria cidade, o Monterrey.

No Palmeiras, a Crefisa nunca foi administradora da equipe, ainda que a dona da empresa, Leila Pereira, tenha a ambição de alcançar a presidência do clube. A chegada da marca aconteceu em 2015, ano seguinte ao clube ter ficado a dois pontos do segundo rebaixamento em três anos.

No ano seguinte, a Crefisa ampliou o investimento e passou a ter domínio financeiro e político dentro do clube. Com bolso cheio, vieram jogadores e títulos, com a consagração da Libertadores de 2020.