Abramovich pede que comprador do Chelsea doe R$ 3 bilhões para vítimas da guerra

Dono do Chelsea, o russo Roman Abramovich pediu aos três grupos que disputam a compra do clube para fazer um pagamento extra de £ 500 milhões (R$ 3,075 bilhões) como doação para as vítimas da guerra na Ucrânia. O magnata foi obrigado a se desfazer do time londrino como sanção por suas ligações com o governo da Rússia e com o presidente Vladimir Putin.

Os consórcios que ainda negociam a compra do Chelsea são o liderado por Martin Broughton, ex-presidente do Liverpool; um grupo capitaneado por Todd Boehly, um dos donos do Los Angeles Dodgers (MLB); e um consórcio formado por Steve Pagliuca, um dos proprietários do Boston Celtics (NBA) e Larry Tanenbaum, que tem participação no Toronto Maple Leafs (NHL).

O Raine Group, banco de Nova York, encarregado da venda, deve finalizar a negociação em poucas semanas. Após ser sancionado pelo governo do Reino Unido no mês passado, Abramovich não poderá receber nenhum dinheiro pela venda do Chelsea. Apesar disso, ele pretende doar um total de £ 2,5 bilhões (R$ 15,34 bilhões) para instituições de caridade.

Vale lembrar que o Chelsea está operando sob uma licença especial do governo do Reino Unido, que terminará em 31 de maio. “Há uma janela muito curta para essa venda acontecer”, disse Nadine Dorries, secretária de cultura britânica.