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Futebol / Disputa

Após “dança das garrafas” em entrevistas, Uefa pressiona seleções na Euro

Redação Publicado em 17/06/2021, às 19h03

Imagem Após “dança das garrafas” em entrevistas, Uefa pressiona seleções na Euro
Paul Pogba, mulçumano, retira garrafa de Heineken antes de entrevista coletiva na Euro 2020
Reprodução/Twitter

A “revolta” de Cristiano Ronaldo contra as garrafas de Coca-Cola pré-entrevista coletiva antes da estreia de Portugal na Euro 2020 se transformou em uma febre dentro do campeonato, a ponto de a Uefa ter de dar um basta na “dança das garrafas” nesta quinta-feira (17).

De acordo com a agência de notícias Reuters, o órgão dirigente do futebol europeu enviou uma carta a cada uma das federações participantes da Euro para lembrá-las de que existem “obrigações contratuais com os patrocinadores do torneio”.

“A Uefa lembrou às equipes participantes que as parcerias são essenciais para a concretização do torneio e para garantir o desenvolvimento do futebol em toda a Europa, incluindo para jovens e mulheres”, disseram os dirigentes da entidade na carta.

Na segunda-feira (14), Cristiano Ronaldo afastou duas garrafas de Coca-Cola, ergueu então uma garrafa de água e disse “Água”, em português, com um gesto que rodou o mundo todo e provocou uma reação em cadeia com os jogadores no ambiente das entrevistas coletivas.

Na terça-feira (15), o meia francês Paul Pogba, que é muçulmano, tirou uma garrafa de cerveja Heineken da sua frente após a vitória da França por 1 a 0 sobre a Alemanha. Já o italiano Manuel Locatelli, eleito o melhor do jogo após a vitória da Itália por 3 a 0 sobre a Suíça, também colocou as garrafas de Coca-Cola para o lado e substitui-as por uma de água à sua frente. Mais bem-humorados foram o treinador da Rússia, Stanislav Cherchesov, que durante a entrevista coletiva pegou a garrafa de Coca-Cola, abriu-a e bebeu o refrigerante quente, gerando risadas e uma série de fotos dos jornalistas presentes, e o atacante ucraniano Andriy Yarmolenko, que não apenas trouxe para perto as garrafas de Coca-Cola e Heineken na entrevista coletiva como pediu para as marcas ligarem para ele para conversar sobre patrocínio.

Entre todos os gestos, o que mais irritou a direção da Uefa foi o de Cristiano Ronaldo, que desencadeou toda a repercussão. “Se for por motivos religiosos, eles não precisam ter uma garrafa lá”, disse Martin Kallen, diretor da Euro 2020, que acrescentou que não vai aplicar qualquer sanção a Cristiano Ronaldo.

“Nunca multamos um jogador diretamente. Fazemos isso sempre por meio da federação nacional participante, e eles podem ver se vão mais longe”, afirmou Kallen, não descartando a aplicação de multas para as federações.

“Temos regulamentos assinados pelas federações participantes. Nós os lembramos de suas obrigações, mas é claro que isso (multas) é sempre uma possibilidade”, completou o dirigente.