A Puma aproveitou um fato inusitado ocorrido no clássico entre Bahia e Vitória, mais conhecido como Ba-Vi, neste domingo (23), para brincar com a pretensa boa elasticidade do uniforme fornecido ao Bahia.
Após marcar o segundo gol na vitória por 2 a 0, o volante Jean Lucas mostrou a camisa para a torcida rival, gesto que ficou famoso por Lionel Messi, então no Barcelona, após decidir o El Clásico contra o Real Madrid. Naquela partida, realizada em 23 de abril de 2017, o argentino marcou o gol da vitória por 3 a 2 já nos acréscimos, aos 47 minutos do segundo tempo.
No entanto, ao contrário do que ocorreu no então Estádio Santiago Bernabéu (hoje apenas Bernabéu), os jogadores do Vitória não levaram a comemoração na esportiva. O atacante Marinho tomou-lhe a camisa, enquanto o zagueiro Cacá tentou rasgar a vestimenta. Não teve sucesso.
Em suas redes sociais, a Puma brincou com a situação: “Bahia e Puma agradecem pelo teste de elasticidade do tecido ultratecnológico do manto tricolor. Tentaram, mas a camisa não rasgou.”
No vídeo, Jean Lucas envia sua camisa de presente para um certo Mário Sérgio, o nome real do atacante Marinho.
Crise
A vestimenta do Bahia passou no teste de durabilidade logo após a marca alemã ter enfrentado uma crise mais séria com a consistência de seus uniformes durante a disputa da Copa do Mundo de 2026.
O primeiro caso aconteceu com o meia-atacante Pavel Sulc, da República Tcheca, que teve a camisa inutilizada após ser segurado pelo zagueiro Lee Han-beom, da Coreia do Sul.
Gustavo Gómez, capitão do Palmeiras e do Paraguai, protagonizou o segundo episódio. Na estreia da equipe, contra os EUA, o zagueiro teve a camisa rasgada em disputa com Folarin Balogun, que ficaria famoso posteriormente por ter um cartão vermelho estranhamente anulado durante a fase de mata-mata.
Na estreia do Egito pelo Grupo C, o ponta-esquerda Mostafa Ziko, que carrega o apelido em referência ao brasileiro Zico, teve a camisa rasgada após ser puxado pelo belga Maxim De Cuyper.
No jogo Gana x Panamá, foi a vez de o meia-atacante Caleb Yirenkyi ter o uniforme rasgado na comemoração pelo gol da vitória, já nos acréscimos do jogo.
Finalmente, o quinto caso ocorreu com Neil El Aynaoui, do Marrocos, na vitória sobre a Escócia por 1 a 0. Ambas as equipes integravam o grupo do Brasil. Em disputa com o zagueiro Jack Hendry, a camisa do meia ficou totalmente destruída.
À ocasião, a Puma soltou um comunicado afirmando que havia priorizado a “leveza combinada com movimento, respirabilidade e conforto”.
“Como o futebol é um esporte de alto contato, as peças de roupa podem ser afetadas quando as camisas são submetidas a forças severas ou estresse físico extremo”, justificou-se a empresa, à época.
