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Após saída de Textor, Lyon reduz prejuízo em 57%, mas tem déficit de € 87 milhões em 2025/2026

Sob gestão de Michele Kang, clube francês corta folha em 36% e cancela dívida com antiga holding de norte-americano

A empresária norte-americana Michele Kang, nova dona do Lyon - Divulgação

Empresária norte-americana Michele Kang, dona do Lyon - Divulgação

⚡ Máquina Fast
  • Lyon registrou déficit de € 87,3 milhões na temporada 2025/2026, reduzindo prejuízo em 57% comparado ao ano anterior.
  • Clube implementou plano de reestruturação financeira envolvendo injeção de capital, renegociação da dívida e cancelamento de passivos.
  • Receita com bilheteria superou direitos de transmissão, enquanto custos com pessoal caíram 36%, retomando níveis de 2017/2018.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

O Lyon fechou a temporada 2025/2026 com um déficit de € 87,3 milhões, resultado que reduz em 57% o prejuízo de € 201,2 milhões registrado no período anterior.

O balanço financeiro reflete o primeiro ciclo sob o comando da empresária norte-americana Michele Kang, que assumiu o controle da equipe após desembolsar € 26 milhões e conceder um empréstimo inicial de € 71 milhões, do qual metade já foi utilizado pelo clube.

Perdas e ganhos

Para tentar conter as perdas, o clube colocou em prática um plano de reestruturação financeira baseado em três frentes principais: a injeção de capital da nova proprietária, a renegociação de termos para até € 395 milhões de sua dívida sênior e o cancelamento de € 242,2 milhões em passivos junto à Eagle Football.

A antiga controladora do Lyon, liderada por John Textor, que mantém no Brasil disputa pela SAF do Botafogo, encontra-se em processo de liquidação.

No campo operacional, o faturamento do clube recuou para € 222,3 milhões, queda provocada principalmente pela desvalorização dos direitos de transmissão da Ligue 1.

A arrecadação com a televisão nacional rendeu apenas € 16 milhões ao Lyon, o equivalente a 7% da receita total. No cenário continental, a eliminação nas oitavas de final da Liga Europa gerou € 22 milhões aos cofres da equipe.

Outras receitas

Em um cenário atípico, a arrecadação de bilheteria superou os direitos de transmissão ao atingir € 45 milhões, o que representou uma alta de 5%.

A receita comercial com patrocínios ficou em € 29,2 milhões, mantendo marcas como Emirates e Adidas como parceiras principais, além do acréscimo da Monster Energy.

Já a receita com eventos e shows no Estádio Groupama recuou 58%, totalizando € 7,9 milhões. No mercado da bola, os lucros com transferências caíram 29% e somaram € 79 milhões, ainda representando mais de um terço das receitas totais.

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Ajustes

O plano de austeridade concentrou os principais ajustes na folha de pagamento e nos custos com o elenco. Os gastos com pessoal caíram 36%, passando de € 177,7 milhões para € 114,5 milhões e retornando aos patamares da temporada 2017/2018.

Outras despesas operacionais somaram € 84 milhões de euros, gerando uma contenção adicional de despesas na comparação com os exercícios anteriores.

Enquanto as amortizações ligadas à contratação de atletas caíram 33%, atingindo € 47,7 milhões devido à política restrita de investimentos, as provisões e depreciações gerais saltaram de € 20,4 milhões para € 222,1 milhões.

O salto ocorreu em razão do registro de € 205,1 milhões em perdas por redução ao valor recuperável de empréstimos concedidos a entidades ligadas à antiga gestão, como o Botafogo, a Eagle Bidco e a Eagle Football Holdings.

Ao final do exercício em 30 de junho, o balanço apresentou patrimônio líquido negativo de € 248,3 milhões e dívida financeira líquida de € 409,8 milhões.