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Futebol / Publicidade

Arsenal tem anúncios de "tokens de torcedor" banidos por publicidade enganosa

Órgão regulador afirmou que peças enganariam público sobre riscos de investir em criptomoedas

Redação - São Paulo (SP) Publicado em 22/12/2021, às 10h39 - Atualizado às 10h43

Arsenal, de Gabriel Magalhães, teve duas publicidades de criptomoedas banidas no Reino Unido - Reprodução / Instagram (@arsenal)
Arsenal, de Gabriel Magalhães, teve duas publicidades de criptomoedas banidas no Reino Unido - Reprodução / Instagram (@arsenal)

A Autoridade de Padrões para Publicidade (ASA, na sigla em inglês), órgão regulador da área no Reino Unido, proibiu dois anúncios do Arsenal de “tokens de torcedor” sob a justificativa de que estariam enganando o público sobre os riscos de investir em criptomoedas.

Segundo a ASA, o time londrino estaria “aproveitando a inexperiência ou credulidade dos consumidores, banalizando o investimento em ativos criptográficos, enganando os consumidores sobre o risco do investimento e não deixando claro que o ‘token‘ é um ativo criptográfico”.

O Arsenal respondeu que irá atrás de uma revisão dessa decisão “para buscar maior clareza sobre a posição atual da ASA”.

“Levamos muito a sério nossas responsabilidades em relação ao marketing para nossos torcedores. Consideramos cuidadosamente as comunicações aos fãs sobre nossas promoções e fornecemos informações sobre riscos financeiros”, afirmou o clube londrino.

A proibição de publicidade do Arsenal foi uma das várias anunciadas pela agência nesta quarta-feira (22).

Um número crescente de clubes de futebol tem se envolvido com a área de criptomoedas, incluindo o Watford, que recebe parte do patrocínio de camisas em criptomoedas. Já a Juventus possui acordo com a plataforma de criptomoeda Bitget, que expõe seu logotipo nas mangas da camisa do time italiano. 

Alguns clubes, porém, têm enfrentado problemas para entrar neste mercado devido à falta de regulamentação. O Manchester City suspendeu, no mês passado, a parceria com a 3key Technologies logo após anunciar o acordo com a startup de criptomoedas. A falta de informações confiáveis sobre a empresa foi apontada como a razão para a rescisão do contrato. Já o Barcelona suspendeu contrato com a Ownix depois que um consultor que trabalhava para a empresa foi preso por acusações de fraude. 

A ASA baniu um total de 25 publicidades. Entre elas, estava a do Skrill, outra empresa de criptomoedas, que teria tirado proveito da inexperiência dos consumidores sobre o tema. A THG, marca de comércio on-line, fez “alegações enganosas sobre descontos em produtos de cabelo” em seu site Lookfantastic.

Já a Kopparberg, marca de bebidas, fez anúncio de rádio que associava a popularidade de um indivíduo ao consumo de álcool.

Também foram banidos os anúncios de quatro influenciadores digitais no Instagram que não divulgaram adequadamente que seus posts eram pagos. Foi o caso de Charlotte Dawson e Chloe Ferry, estrelas de programas de reality show, de Jamie Genevieve, que possui um canal de beleza, e Anastasia Kingsnorth, dona de um canal de vídeos.