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Futebol / Bastidores

Athletico Paranaense se mantém firme contra volta da torcida com liminar na Sul-Americana

Seis sócios do clube haviam conseguido autorização para assistir à semifinal na Arena da Baixada

Redação - São Paulo (SP) Publicado em 30/09/2021, às 11h34

Jogo de volta da semifinal da Sul-Americana diante do Peñarol será 100% sem público - Reprodução
Jogo de volta da semifinal da Sul-Americana diante do Peñarol será 100% sem público - Reprodução

Único time da Série A a votar contra a volta do público no Campeonato Brasileiro no início da semana, o Athletico Paranaense está se mantendo firme no propósito de continuar mandando seus jogos na Arena da Baixada sem torcida. O clube conseguiu uma liminar para reverter uma decisão que liberava a presença de seis torcedores na partida de volta da semifinal da Copa Sul-Americana, que está marcada para esta quinta-feira (30), às 21h30, diante do Peñarol.  

O Athletico havia entrado com um agravo de instrumento na 6ª Câmara Cível do Estado e alcançou o objetivo. Isso porque o desembargador Renato Lopes de Paiva entendeu que a vontade dos torcedores não pode passar por cima das preocupações impostas pela pandemia e também que os seis sócios em questão não têm legitimidade para falar em nome de toda a torcida do clube.

“O direito dos associados de acompanharem a partida no próprio estádio não pode, em teoria, se sobrepor às regras de organização e segurança coletivas impostas em decorrência da pandemia da Covid-19, especialmente quando devem ser implementadas em poucas horas”, afirmou o desembargador, em sua decisão oficial.

Vale lembrar que o presidente do Athletico, Mario Celso Petraglia, já chegou a revelar que, por ele, o retorno do público à Arena da Baixada se dará apenas quando a pandemia estiver controlada. Além da questão de saúde pública, o mandatário ainda tem motivos financeiros para se manter, ao menos por enquanto, irredutível na decisão. Apesar disso, pediu uma reunião do Conselho athleticano para deliberar sobre o assunto.

“Pedi para o presidente do Conselho convocar uma reunião para ouvir todos os conselheiros e não ter uma decisão monocrática. E que todos saibam quanto vai custar abrir o estádio durante a pandemia. Porque, com 5 mil, não cobriremos nem o número de sócios que temos com direito de ir ao estádio sem pagar o ingresso. Não teremos bilheteria, não teremos alimentos e bebidas, e teremos todos os custos”, comentou Petraglia, em entrevista ao GE.