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Futebol / Eleições

Bahia, Santos e São Paulo elegem novos presidentes

Redação Publicado em 14/12/2020, às 13h02

Imagem Bahia, Santos e São Paulo elegem novos presidentes

Bahia, São Paulo e Santos escolheram, no último fim de semana, os presidentes que irão assumir os clubes nos próximos anos. Velhos conhecidos da política dos clubes, os vencedores nas três equipes possuem alguns desafios semelhantes pela frente.



No Bahia, deu a lógica. Candidato à reeleição, Guilherme Bellintani venceu o pleito de forma avassaladora. Conquistou 86% dos votos em eleição que contou com votação on-line e participação maciça dos sócios-torcedores. Ao todo, foram 12 mil votantes para as eleições, sendo que 96% dos votos foram feitos pela internet.


No São Paulo, Júlio Casares foi pela primeira vez eleito ao cargo mais alto do clube. Sua eleição foi feita por voto apenas dos conselheiros do clube e foi quase que uma ratificação do resultado do voto de semanas atrás, quando a sua chapa elegeu a maioria do conselho.

Já na Vila Belmiro, Andres Rueda teve quase 4 mil votos em eleição que precisou ir à Justiça para assegurar o direito de sócios-torcedores votarem remotamente.

O trio de vencedores precisa, agora, lidar com a dificuldade financeira dos clubes. Em posição mais confortável está Bellintani, que manterá a gestão de eficiência financeira que tem sido feita no Bahia.

O mesmo não se pode dizer dos desafios de Casares e Rueda em seus clubes.

O novo mandatário santista chegou a fazer parte do Comitê Gestor do clube no período da presidência de José Carlos Peres, mas deixou o cargo após desavenças na diretoria. Mais recentemente, ele fez um empréstimo direto ao clube de € 1,5 milhões (R$ 9 milhões) para evitar que o clube fosse punido pela Fifa pelos atrasos de pagamento ao Hamburgo pela compra de um jogador.


Julio Casares, presidente do São Paulo
Fonte: Divulgação

No Morumbi, Casares, que foi diretor de marketing com Juvenal Juvêncio e vice-presidente com Carlos Miguel Aidar, assume o São Paulo após a equipe ter tido um déficit de R$ 156 milhões na última temporada e um déficit superior a R$ 200 milhões apenas no último triênio.

Ambos têm como primeiro compromisso tentar colocar as finanças em ordem, mas devem receber os clubes em situação ainda mais delicada, por conta da crise gerada pelo Covid-19.

Os novos mandatos começam em janeiro do próximo ano.