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Futebol / Campanha

Bahia vira exceção do esporte em Dia da Consciência Negra

Redação Publicado em 23/11/2020, às 11h21

Imagem Bahia vira exceção do esporte em Dia da Consciência Negra

Entre os atletas, muitos se manifestaram nas redes, mas já em tom de revolta por causa do assassinato brutal de João Alberto por seguranças do supermercado Carrefour após uma briga entre eles. Marinho, atacante do Santos, cobrou punições.


"Dia da Consciência Negra... Eu fico pensando que só existe no calendário e para postar foto dizendo que vidas negras importam. Na prática sabemos que é tudo ao contrário. Quando vai ter punição severa, os bandidos vão ser presos? Ou vão pagar fiança e ser soltos? Reflexo de uma sociedade preconceituosa pra c...", disse.

A  celebração do Dia da Consciência Negra, na última sexta-feira, marcou uma série de ações digitais dos principais clubes de futebol do país, reforçando uma característica que tem permeado o esporte brasileiro em datas comemorativas: o uso do digital como plataforma para gerar debate, mas sem a proposição de grandes ações práticas fora do ambiente virtual.


A grande exceção, mais uma vez, foi o Bahia. O clube, que tem se destacado cada vez mais pela utilização de sua força como agente de transformação social, lançou o primeiro programa de trainee exclusivo para pessoas negras, repetindo uma iniciativa criada há alguns meses pela Magazine Luiza e que passou a ser adotada em diversas empresas. Foi o único dos times do futebol brasileiro que fez uma ação prática com a tentativa de minimizar os danos causados pelo preconceito racial.

"A gente já conseguiu incluir mais gente ao clube criando plano de sócios popular, camisa popular e as campanhas sociais destes três anos, mas faltava algo assim. Nos últimos dias saiu um estudo inédito que mapeou ações afirmativas em 23 multinacionais do país. É um movimento que vem ganhando musculatura e o Bahia se vê obrigado a contribuir", disse em comunicado o presidente Guilherme Bellintani.


Sem o mesmo impacto, o Cruzeiro foi outro clube a ir além das redes sociais. Assim como fez há alguns anos no Dia Internacional da Mulher, a camisa de jogo do time foi "emprestada" para uma ação de conscientização. No lugar do nome dos jogadores, foram colocadas frases preconceituosas que são utilizadas no cotidiano, escritas na cor preta. A ideia, segundo o clube, era de forma proposital dificultar a leitura para reforçar como o negro é marginalizado da sociedade no dia a dia. 


A troca de nome na camisa de jogo também foi adotada pelo São Paulo. O clube estampou durante o duelo contra o Vasco nome de grandes personalidades negras da história do Brasil. A iniciativa foi explicada pelo São Paulo nas redes sociais.