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Futebol / De volta

Bruno Maia volta ao esporte com Feel The Match

Ex-executivo de marketing do Vasco lançou agência para explorar conteúdo em vídeo

Erich Beting - São Paulo (SP) Publicado em 21/09/2021, às 09h05

Bruno Maia, sócio da agência 14, agora lançou a Feel The Match - Lana Pinho / Divulgação
Bruno Maia, sócio da agência 14, agora lançou a Feel The Match - Lana Pinho / Divulgação

O executivo Bruno Maia, ex-diretor de marketing do Vasco e sócio da agência 14, decidiu voltar a empreender no esporte. Nesta terça-feira (21), ele anunciará a fundação da “Feel The Match”, startup que pretende ser uma geradora de negócios para o esporte.

A ideia é que a agência trabalhe com conteúdos esportivos que não sejam eventos ao vivo. Em um primeiro momento, o foco dos negócios está no desenvolvimento de propriedades intelectuais audiovisuais e na exploração de linhas de receitas decorrentes delas. A ideia é esquadrinhar a necessidade das entidades esportivas e dos atletas em produzir conteúdo de qualidade para gerar novas receitas.

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Logomarca da Feel The Match - Foto: Divulgação

“Uma das novas propriedades que apresentamos é a de ‘Conteúdos Originais‘, que se definem por três características: não serem ao vivo, terem mais de dez minutos de duração e com primeira janela de exibição em plataformas OTT”, afirmou Bruno Maia.

Já em seu lançamento, a Feel The Match enfrentará forte concorrência. Na última semana a agência Adventures confirmou uma parceria com a Religion Of Sports, produtora que tem entre os sócios o astro do futebol americano Tom Brady e que é especializada em produção de conteúdo voltado para o esporte. Além deles, o Grupo LX vem produzindo cada vez mais conteúdo audiovisual, assim como o The Players’ Tribune tem aumentado a operação no país.

Para Bruno Maia, porém, um dos diferenciais da Feel The Match será trabalhar não apenas com a produção de conteúdo em si, mas transformar o que se produz num ativo digital, vendendo a investidores, a exemplo do que acontece no segmento de NFT.

“Isso já vem acontecendo fora do Brasil, sobretudo nos Estados Unidos, com o crescimento e diversificação da economia digital e do blockchain”, destacou Bruno, que ainda complementou:

“Há clubes que acham que o modelo para presença no streaming se resume a uma espécie de licenciamento da marca para quem queira produzir algo. Oferecemos aos nossos parceiros um desenvolvimento estratégico desta propriedade, considerando presença de mercado, relevância de audiência, oferta e escassez, e uma série de técnicas para potencializar o retorno financeiro”.

De acordo com Maia, um primeiro projeto está em fase de produção e deverá ser anunciado em breve.

“É uma série de alcance global sobre o esporte brasileiro, em parceria com uma das maiores plataformas do mundo. Em seguida, vamos começar a apresentar nossos primeiros parceiros de negócios no futebol brasileiro, incluindo federações, campeonatos e clubes da Série A que já estão trabalhando conosco”, revelou.

Para o executivo, o sucesso do negócio passa pelo alongamento do alcance do que é produzido, com a inserção de linhas de produtos e outros projetos de licenciamento que possam alavancar receitas a partir do que é produzido.

“Para além da exibição, acreditamos que estas propriedades devem ser encaradas como fontes de receitas recorrentes e contínuas para os nossos parceiros, além de serem capazes de gerar uma linha de outros produtos a partir delas. O sucesso de receitas de Michael Jordan e Chicago Bulls após o lançamento de ‘The Last Dance’, no ano passado, mostra uma parte do potencial do que estamos vendo e apostando em desenvolver no país”, finalizou.