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Futebol / Gestão

CBF alcança receita total de R$ 1,01 bilhão em 2021

Entidade atingiu esse patamar de arrecadação pela primeira vez, gerando superávit de R$ 69 milhões

Redação - São Paulo (SP) Publicado em 19/04/2022, às 18h25 - Atualizado às 18h27

Assembleia Geral Ordinária Administrativa da CBF divulgou o demonstrativo financeiro da entidade - Thais Magalhães / CBF
Assembleia Geral Ordinária Administrativa da CBF divulgou o demonstrativo financeiro da entidade - Thais Magalhães / CBF

A Assembleia Geral da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) aprovou, por unanimidade, nesta terça-feira (19), as demonstrações financeiras da entidade referentes a 2021, quando o órgão que comanda o futebol brasileiro conseguiu arrecadar R$ 1,01 bilhão. O superávit do exercício 2021 foi de R$ 69 milhões.

“Pela primeira vez, a CBF superou a casa de R$ 1 bilhão de arrecadação total e, com isso, aumentou o nível de investimento no desenvolvimento do futebol para quase R$ 700 milhões de forma direta. Especialmente nestes dois anos em que as atividades do futebol foram muito impactadas pela pandemia, esse aporte recorde em toda a estrutura do futebol foi fundamental para a roda continuar girando”, destacou Ednaldo Rodrigues, presidente da CBF.

O montante arrecadado veio principalmente de três fontes: patrocínios (R$ 576 milhões, com aumento de 58% em relação ao ano anterior), direitos de transmissão e comerciais (R$ 214 milhões), bilheterias, premiações e Fundo de Legado da Copa do Mundo (R$ 81 milhões).

O aumento de arrecadação com patrocínios se deveu, em grande parte, a contratos atrelados a moedas estrangeiras, como dólar e euro, que tiveram grande valorização em relação ao real ao longo do ano. É o caso, por exemplo, de acordos com empresas como Nike, Itaúe Vivo

Segundo a CBF, do faturamento total, R$ 690 milhões foram aplicados diretamente no futebol, um aumento de 145% em relação a 2020. Desse total, R$ 225 milhões foram gastos com as seleções brasileiras, masculina e feminina, adultas e categorias de base. Outros R$ 434 milhões foram investidos na realização de competições e em projetos de incentivo pelo país.

“Nosso objetivo é desenvolver projetos que aumentem a arrecadação e diminuam as despesas para que possamos fomentar cada vez mais o futebol em todo o país”, afirmou Rodrigues.

Somando-se todos os encargos sociais e tributos federais, estaduais e municipais, a CBF pagou R$ 137 milhões aos cofres públicos em 2021. Segundo a entidade, nos últimos quatro anos foram pagos R$ 556 milhões em impostos.

O ativo total da CBF ao final de 2021 foi de R$ 1,62 bilhão, com crescimento em relação ao valor de R$ 1,56 bilhão registrado em 2020. De acordo com a CBF, o plano orçamentário para 2022 prevê receita de R$ 1,007 bilhão, com R$ 696 milhões a serem aplicados diretamente no futebol.