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COI investiga Gianni Infantino, presidente da Fifa, após participação em Conselho da Paz de Trump

Presidente do comitê, Kirsty Coventry diz que entidade analisará conduta de dirigente em regra que proíbe ações por "interesses políticos"

Donald Trump discursa durante reunião do Conselho de Paz, com Gianni Infantino à dir. - Daniel Torok/Casa Branca

Donald Trump discursa durante reunião do Conselho de Paz, com Gianni Infantino à dir. - Daniel Torok/Casa Branca

⚡ Máquina Fast
  • O COI investigará Gianni Infantino por sua participação no lançamento do Conselho da Paz de Donald Trump.
  • Infantino assinou uma parceria da Fifa para investimentos de US$ 75 milhões em projetos de futebol em Gaza.
  • O COI reforça suas regras de neutralidade política após casos polêmicos durante os Jogos de Inverno de Milão-Cortina 2026.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

O Comitê Olímpico Internacional (COI) irá investigar Gianni Infantino, após o presidente da Fifa participar do lançamento do Conselho da Paz, iniciativa de Donald Trump, presidente dos EUA.

Kirsty Coventry, presidente do COI, afirmou que irá “analisar” a conduta do dirigente. Infantino está entre os atuais 107 membros do COI que estão vinculados, por um juramento a “sempre agir independentemente (…) de interesses políticos”.

Trump foi o anfitrião em reunião de seu Conselho de Paz, na última quinta-feira (19), em Washington. Na ocasião, Infantino assinou uma parceria, em nome da Fifa, para possíveis investimentos de US$ 75 milhões em projetos de futebol em Gaza.

Aproximação

Nos últimos meses de preparação para a Copa do Mundo 2026, que será nos EUA, México e Canadá, o dirigente tem estreitado relações com Trump. O dirigente esteve na cerimônia de posse do atual presidente norte-americano, no ano passado, além de realizar uma série de visitas à Casa Branca.

Em dezembro, Infantino criou o Prêmio Fifa da Paz, concedendo a honraria à Trump, que havia ficado frustrado por ter sido preterido pelo Nobel da Paz, após lançar publicamente sua candidatura à honraria.

“Acho que a Carta Olímpica é muito clara sobre o que espera de seus membros e vamos investigar a suposta assinatura dos documentos “, contou Coventry em sua última coletiva de imprensa nos Jogos de Inverno de Milão-Cortina 2026.

A presidente do COI afirmou que não sabia que Infantino havia ocupado lugar de ” destaque” no evento do Conselho de Paz.

“Agora que vocês nos alertaram sobre isso, vamos voltar atrás e analisar a situação”, comentou a dirigente, após ser questionada sobre o assunto.

Participação

A composição do COI, que está sujeita à neutralidade política, inclui o Emir do Catar, xeque Tamim bin Hamad al-Thani, e a embaixadora da Arábia Saudita nos EUA, princesa Reema bint Bandar Al Saud.

A lista inclui também Erick Thohir, ministro dos Esportes da Indonésia, país que o COI aconselhou no ano passado a não ter permissão para sediar eventos esportivos internacionais, após se recusar a permitir que israelenses competissem no campeonato mundial de ginástica.

A própria Kirsty foi ministra do Esporte no governo do Zimbábue até ser eleita em março como a primeira mulher e africana a presidir o COI.

Durante os Jogos de Inverno de Milão-Cortina, o COI reacendeu a polêmica a respeito de suas regras de neutralidade política ao impedir o ucraniano Vladyslav Heraskevych de competir no skeleton. O atleta insistia em participar da disputa com um capacete com imagens de atletas de seu país mortos durante a guerra contra a Rússia. Heraskevych acabou desclassificado da prova.

O COI chegou a oferecer alternativas para o piloto de skeleton exibir o capacete fora da área de competição e de cerimônias, mas o competidor não aceitou. A regra 50.2 da Carta Olímpica, que proíbe manifestações políticas em áreas oficiais dos Jogos. A lembrança dos atletas mortos na Guerra da Ucrânia foi interpretada pelo COI como uma mensagem política.