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Com Inter, Bahia e Coritiba, 6 times da Série A ficam sem patrocínio máster de apostas em 2026

Equipes se juntam a Grêmio, Santos e Vasco, que já haviam anunciado fim de vínculo com casas de apostas

Internacional enfrenta o Red Bull Bragantino, pela última rodada do Brasileirão 2025 - Ricardo Duarte / Internacional

Internacional enfrenta o Red Bull Bragantino, pela última rodada do Brasileirão 2025 - Ricardo Duarte / Internacional

Internacional, Bahia e Coritiba são os mais novos times da Série A do Campeonato Brasileiro a ficarem sem patrocínio máster de uma casa de apostas. O trio se junta a Grêmio, Santos e Vasco, que já haviam encerrado vínculo com empresas do segmento. Ou seja, 30% da elite do Brasileirão inicia esta temporada sem parceiro principal no uniforme.

No Brasileirão 2025, 19 dos 20 times contavam com patrocínio máster de plataformas de apostas esportivas. A exceção era o Red Bull Bragantino, que estampa a marca de energética, dona do clube, no espaço mais nobre da camisa.

A bolha das apostas, porém, está dando indícios que pode estourar. Segundo a Máquina do Esporte apurou, o Internacional rescindiu contrato com a Alfa após ficar dois meses sem receber da parceira.

A empresa já havia deixado o Grêmio em dezembro por causa do mesmo problema. A dupla Grenal tinha contrato com a empresa até o final de 2027, em acordo de R$ 50 milhões anuais.

Para o jogo contra o Novo Hamburgo, no próximo domingo (11), na estreia do Inter pelo Gauchão, o clube jogará com a camisa limpa, para deixar claro ao mercado que busca um novo parceiro principal.

Bahia e Coritiba

O Bahia, por sua vez, discute a rescisão do contrato com a Viva Sorte Bet. O site da empresa aponta apenas o Goiás como time patrocinado pela plataforma de apostas. O escudo do Bahia foi retirado.

Segundo a Máquina do Esporte apurou, a Viva Sorte Bet estaria decepcionada com os resultados obtidos com seus patrocínios esportivos e focada em investir em outras áreas. O contrato, de R$ 40 milhões por temporada, iria até o final deste ano.  

A Reals, por sua vez, avisou o Coritiba, ainda em dezembro, que não irá renovar. O contrato foi encerrado no final de 2025. O Coxa ainda usou a marca no jogo contra o Foz do Iguaçu, na quarta-feira (7), na estreia do time no Campeonato Paranaense. No entanto, procura um novo parceiro comercial.

Vasco e Santos

 O Vasco viu o contrato com a Betfair ser encerrado no final de 2025 e não ser renovado. A empresa de apostas, aliás, deixou a Série A do Brasileirão, sendo substituída pela Betnacional na camisa do Cruzeiro. Ambas as empresas pertencem ao mesmo grupo, a Flutter Brazil.

Em janeiro, foi a vez de o Santos anunciar o fim do vínculo com a 7K, que estampava seu logo no espaço nobre do uniforme da equipe. Inicialmente, o contrato iria até abril de 2027, mas foi rescindido de maneira amigável.

Mais baixas?

De acordo com apuração da Máquina do Esporte, a 7K também corre o risco de deixar a camisa do Mirassol, mas deve manter vínculo com o Vitória.

No caso da equipe do interior paulista, o valor pago é considerado baixo pela diretoria, que viu o clube chegar em quarto lugar no Brasileirão 2025 e se classificar para a fase de grupos da Libertadores.

Embora ocupe a barra frontal da camisa, a 7K era considerada a patrocinadora máster pelo time paulista, pois ainda assim era quem desembolsava um valor maior do que a empresa de bebidas Poty, que estampa sua marca logo acima.

No Vitória, por sua vez, a proximidade entre executivos da casa de apostas e a diretoria do Leão faz com que a 7K deva continuar no clube. Na avaliação da empresa, o time baiano também fez boas entregas ao longo da última temporada.

Mercado

A chegada das bets ao futebol inflacionou o mercado. Hoje, executivos avaliam que há clubes ganhando valores irreais. Para quem já perdeu o patrocínio, está muito difícil conquistar algo em patamar parecido. A avaliação é que a bolha das apostas começou a estourar.

“Não há empresas de outros segmentos dispostas a pagar valores semelhantes ao das bets. E, quando conversamos com outras casas de apostas, ninguém chega perto do que recebíamos”, lamenta o diretor de marketing de um clube da Série A.

Entre as empresas de apostas, a avaliação é que é necessária uma freada nos investimentos após a gastança que caracterizou 2025, primeiro ano com o mercado totalmente regulamentado no Brasil.

Outro fator que inibe o fechamento de novos contratos é o aumento da tributação sobre as casas de apostas de 12% para 15%, que será feito de maneira escalonada até 2028.

De acordo com o texto aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente Lula no final de dezembro, a taxação incide sobre o GGR, que é a receita bruta das empresas de apostas, descontados os prêmios pagos aos apostadores.