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Futebol / Negócio da China

Com Kwai, EMW reforça união entre China e Brasil

Para aproveitar apetite de marcas chinesas, agência abriu a porta do mercado brasileiro a elas

Erich Beting Publicado em 13/09/2021, às 09h27

Patrocínio da plataforma de vídeos Kwai faz parte da estratégia da EMW no mercado ocidental - Divulgação / EMW
Patrocínio da plataforma de vídeos Kwai faz parte da estratégia da EMW no mercado ocidental - Divulgação / EMW

Nos últimos meses, a plataforma de vídeos curtos Kwai se transformou num dos maiores investidores do futebol brasileiro. Desde o começo do ano, a empresa chinesa usa o esporte mais popular do continente para aumentar a base de clientes.

Tudo começou com a entrada do Flamengo e do Santos na plataforma, passou pela ação com a Band para escolher o novo contratado do programa Jogo Aberto, pelos patrocínios à Copa América e ao Campeonato Brasileiro e, no começo de setembro, com o anúncio de um acordo inédito de apoio às seleções brasileiras feminina e masculina.

Concorrente do TikTok, o Kwai tenta ganhar terreno no Brasil. Mas por que o futebol? É aí que entra na jogada um britânico de origem brasileira. Michael Rocha-Keyes foi, durante cinco anos, responsável pela área de negócios internacionais da agência Entourage Sports. Em 2020, ele decidiu empreender. Fundou a EMW Global. As iniciais significam "East Meets West" ("O Oriente encontra o Ocidente", em tradução livre). A proposta de Michael é clara: fazer as empresas do Oriente conhecerem o Ocidente e, claro, realizarem muitos negócios.

“Queremos ser a agência para promover a entrada das empresas chinesas no mercado ocidental. Começamos esse trabalho usando a imagem de atletas e, agora, pretendemos usar nossa expertise tanto no mercado do Oriente como no do Ocidente”, afirmou Michael em entrevista exclusiva à Máquina do Esporte.

A facilidade de falar português e inglês fez o executivo mirar o mercado brasileiro para expandir os negócios da agência, que agora tem o braço EMW Sports para tratar apenas dos negócios envolvendo o esporte.

A agência inaugurou um escritório em São Paulo em dezembro de 2020, com o lançamento do game MLBB, desenvolvido pela Moonton. Para isso, montou uma campanha digital no Brasil com Daniel Alves e Falcão. Foi o pontapé inicial para que a empresa passasse a unir cada vez mais atletas e marcas do Oriente, especialmente as chinesas.

Tendo no portfólio astros como Kevin De Bruyne (Manchester City), Romelu Lukaku (Chelsea), Eden Hazard (Real Madrid) e Marcus Rashford (Manchester United), além dos ex-jogadores brasileiros Rivaldo e Roberto Carlos, a EMW Sports passou a ver no mercado brasileiro um potencial para ser explorado. Não só para fechar patrocínios a seus clientes, mas para expandir marcas brasileiras na China.

O primeiro clube a entrar para a carteira de clientes foi o Flamengo. O trabalho consiste em tornar a marca do time rubro-negro mais conhecida no mercado asiático e, assim, gerar novos negócios para o clube. A primeira parceria fechada? Kwai.

“Temos de fazer o Flamengo ser conhecido do público chinês. Então temos usado o Kwai para isso. Fazemos conteúdos específicos para contar a história do Flamengo, dos ídolos. Só depois desse trabalho inicial que podemos começar a prospectar novos negócios”, contou Michael.

Não por acaso, depois do Flamengo, foi a vez de o Santos entrar para a plataforma. Com o apelo de ser “o time de Pelé”, o clube paulista também está no Kwai para ser mais conhecido na China e, assim, abrir portas para novos negócios.

O relacionamento aberto com a rede de vídeos fez com que o “caminho inverso” também acontecesse. A EMW foi contratada para ser a agência do Kwai no mercado sul-americano. O primeiro acordo fruto da parceria foi o patrocínio à Copa América, em junho. Agora, com os patrocínios ao Brasileirão e às seleções brasileiras, a agência deu mais um grande passo no mercado brasileiro.

“É fantástico enxergar o potencial do mercado latino-americano de futebol e poder fazer parte de um acordo entre o aplicativo que mais cresce na região com a marca de futebol mais forte do mundo”, concluiu Michael.