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Comitê Olímpico intervém na Federação Italiana e nomeia Giovanni Malagò como comissário

Presidente eleito em junho seguirá no comando da FIGC para organizar novas eleições em dezembro

Federação Italiana de Futebol (FIGC) segue sem presidente depois da renúncia de Gabriele Gravina - Divulgação

⚡ Máquina Fast
  • CONI coloca Federação Italiana de Futebol sob administração extraordinária e destitui Giovanni Malagò do cargo de presidente eleito.
  • Malagò permanece como comissário até novas eleições, após questionamentos sobre sua elegibilidade na eleição de junho.
  • A crise administrativa ocorre em meio a problemas financeiros dos clubes e instabilidade na gestão da seleção italiana.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

O Comitê Olímpico Italiano (CONI) determinou a colocação da Federação Italiana de Futebol (FIGC) sob administração extraordinária. A manobra institucional destituiu Giovanni Malagò do cargo de presidente eleito da entidade e o nomeou como comissário responsável por gerir a federação até a convocação de novas eleições.

A decisão é consequência de um problema técnico relacionado à elegibilidade de Malagò durante o pleito realizado em 22 de junho, quando ele derrotou o ex-presidente Giancarlo Abete com 68,58% dos votos para suceder Gabriele Gravina.

Na ocasião da eleição, Malagò não possuía registro formal como membro da FIGC, o que levantou questionamentos sobre a conformidade de sua candidatura com o regulamento da entidade e motivou o CONI a buscar pareceres jurídicos. A intervenção possui caráter administrativo e não envolve denúncias de irregularidades na conduta do dirigente.

Problema

A proposta foi apresentada pelo presidente do CONI, Luciano Buonfiglio, com o objetivo de solucionar a questão técnica sem que o mandatário eleito arcasse com punições pessoais. A medida foi aprovada por unanimidade pelo Conselho Executivo e pelo Conselho Nacional do órgão, em votação que não contou com a participação de Malagò.

A resolução anula o mandato contestado, mas mantém o dirigente no comando do futebol italiano para organizar o novo pleito, agendado para 14 de dezembro, antes da data-limite de 31 de janeiro de 2027 estipulada pelo comitê. O executivo já sinalizou que pretende concorrer novamente ao cargo.

“Gostaria de agradecer ao Conselho Executivo e ao Conselho Nacional do CONI por sua confiança e pela responsabilidade que me confiaram. Aceito este cargo com espírito de serviço público, plenamente ciente da natureza delicada da situação e do trabalho que temos pela frente”, declarou Giovanni Malagò.

“Esta decisão encerra uma longa e complexa disputa envolvendo a FIGC. A partir de hoje, acredito que é essencial olhar para a frente e concentrar toda a nossa energia e atenção nas verdadeiras prioridades do futebol italiano. Viva a Itália”, completou.

Crise

Agora, Malagò terá pouco mais de dois meses para estabilizar a gestão de uma federação que lida com gargalos estruturais e esportivos, como os problemas financeiros dos clubes da Série A, o envelhecimento da infraestrutura dos estádios nacionais, os preparativos para a organização conjunta da Eurocopa 2032 com a Turquia e o impacto da ausência da seleção masculina nas últimas três edições da Copa do Mundo.

As últimas tentativas da federação em colocar a seleção italiana de volta aos trilhos ocasionou uma dança das cadeiras. O ex-jogador Pirlo foi contratado para ser treinador da equipe, mas viu o acordo ruir por conta de uma parceria com a casa de apostas russa Fonbet, que não é licenciada na Itália.

LEIA MAIS: Crise por acordo de Pirlo com site de apostas russo termina em dança das cadeiras no alto comando da seleção italiana

Contrariados com a situação, o ídolo italiano Paolo Maldini e o brasileiro Leonardo pediram demissão de seus respectivos cargos de diretor e consultor da seleção italiana, 16 dias após terem sido contratados.