O Conselho Deliberativo do Avaí aprovou na terça-feira (30 de junho) a proposta da Kactus Capital para aquisição de 90% da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do clube.
A operação, avaliada em mais de R$ 400 milhões, segue agora para votação em Assembleia Geral dos sócios, que terá a decisão final sobre a constituição da SAF.
Investimento
O projeto prevê que a parceira assuma o passivo histórico do clube e investimentos mínimos de R$ 25 milhões por ano nas três primeiras temporadas, além de R$ 20 milhões destinados às categorias de base, melhorias no Estádio da Ressacada, em Florianópolis, e no Centro de Treinamento.
A proposta também garante preservação da identidade institucional do Avaí, incluindo escudo, cores, hino e marca.
Segundo Rafael Matheus, sócio da Kactus Capital, o projeto foi construído a partir de uma relação já existente com o clube.
“Não chegamos agora. A Kactus já é parceira financeira do Avaí e participa de operações estruturadas que ajudaram o clube em momentos importantes”, destaca Matheus.
“Essa proposta representa a continuidade de uma relação construída com confiança, conhecimento da realidade do clube e compromisso de longo prazo”, acrescenta o empresário.
O Estádio da Ressacada continuará pertencendo ao clube associativo, e a governança da SAF prevê participação relevante da entidade nas decisões estratégicas. O modelo abre possibilidade para que torcedores possam adquirir participação acionária no futuro.
Contexto
A Kactus Capital, com sede em Londres e escritório em Natal (RN), integra o portfólio da Caspian Enterprises, ligada ao family office do investidor global Kaveh Alamouti.
A gestora já atua há mais de 16 anos em operações estruturadas no Brasil e tem experiência no mercado esportivo, incluindo a criação de um fundo regulado para antecipação de receitas de direitos de transmissão da Liga Forte União (LFU), atual Futebol Forte União (FFU).
