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Futebol / Campeonato Brasileiro

Critério subjetivo para cotas de TV da Libra gera crítica do Fortaleza

Marcelo Paz, presidente do clube, reclamou que rede social seja critério para distribuição de verba

Adalberto Leister Filho - São Paulo (SP) Publicado em 06/05/2022, às 09h20 - Atualizado às 09h24

Marcelo Paz, presidente do Fortaleza, é contra redes sociais serem critério para distribuição de verba - Divulgação / Fortaleza
Marcelo Paz, presidente do Fortaleza, é contra redes sociais serem critério para distribuição de verba - Divulgação / Fortaleza

Alguns clubes, como o Fortaleza, ficaram incomodados com critérios considerados subjetivos na distribuição das receitas geradas pela Libra, seja por meio de patrocínio ou direitos de transmissão. A liga brasileira de clubes foi criada na última terça-feira (3), com a adesão de seis times da Série A e dois da Série B.

O anexo do estatuto da Libra prevê a divisão do bolo em 40% (parcela igual para todos os clubes), 30% (desempenho no campeonato) e outros 30% (audiência). Esse último item estabelece que está “vinculado ao engajamento do torcedor em cinco pilares”. Os pilares são: média de público nos estádios, base de assinantes de cada clube nos serviços de streaming, número de seguidores nas redes sociais, audiência na TV aberta e tamanho da torcida.

“Não concordo com rede social. Tem gente que compra seguidor. Como vou monetizar algo se alguém está comprando seguidor?”, questionou Marcelo Paz, presidente do Fortaleza, em entrevista à Máquina do Esporte.

O dirigente é um dos líderes do Forte Futebol, movimento que conta com a adesão de dez clubes da Série A do Brasileirãoque ainda não assinaram o estatuto da Libra.

O estatuto diz que “as definições finais sobre o critério engajamento, inclusive com relação ao peso de cada um dos pilares, será objeto de deliberação dos clubes e deverá ser aprovado pela unanimidade dos Clubes Associados nos termos do artigo 83 do Estatuto”.

O critério de adesão e engajamento nas redes sociais é fácil de burlar no mundo virtual com uso de robôs para inflar artificialmente o número de fãs, por exemplo. Já o tamanho da torcida é outro item polêmico, pois não há um registro oficial dessa quantidade, apenas enquetes esparsas feitas por institutos de pesquisa.

“Esses critérios que precisam ser mais discutidos. Mas esse item estatuto ainda permite discussão. Os outros itens não se permitem”, afirmou Paz.

Essa, no entanto, não é a única diferença entre um clube pertencente ao Forte Futebol e os que já aderiram à Libra. O movimento das equipes menores defende que a distribuição seja feita 50% de maneira igualitária, 25% por desempenho e 25% pela audiência de cada equipe.