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Futebol / Ano novo

Em balanço, Pellegrino vê feminino mais profissional

Redação Publicado em 23/12/2020, às 18h53

Imagem Em balanço, Pellegrino vê feminino mais profissional

O ano de 2020 pode ser considerado um marco para o futebol feminino no Brasil. Se, em 2019, a Copa do Mundo na França fez mais pessoas se interessarem em acompanhar a modalidade, no ano que se encerra o status que o esporte alcançou dentro do país começa a ser outro.

O Brasileirão encerrado no dia 6 de dezembro foi o primeiro torneio nacional do mundo a ter o uso do VAR para auxiliar a arbitragem. Antes disso, a CBF já tinha anunciado o patrocínio da Riachuelo às finais da competição. E, numa iniciativa inédita, a Nike decidiu criar uma camisa exclusiva para a equipe feminina do Brasil, com o escudo da CBF sem as estrelas alusivas aos cinco títulos mundiais ganho pelo time masculino do país.

“Eu acho que não é só uma questão de atenção, amor e carinho. É uma questão de desenvolvimento, governança, de ações profissionais sólidas. O que a gente tem de olhar hoje e para a frente é termos ações profissionais, planejamento estratégico. Buscar isso de forma sólida. O futebol feminino não pode viver amor e carinho. A gente quer respeito e tem de ter profissionalismo”, afirmou em entrevista ao time da Betway, casa de apostas online, a coordenadora de competições femininas da CBF, Aline Pellegrino, num balanço sobre o ano da categoria.

Aline Pellegrino, em coletiva de imprensa na CBF (Foto: Lucas Figueiredo/CBF)

De acordo com a executiva, que em dezembro também participou do Máquina Talks – 1ª Semana do Futebol Feminino, o trabalho mais profissional dentro da entidade começa a gerar frutos, como a temporada histórica que o futebol feminino teve em 2020, mesmo com todas as incertezas provocadas pela pandemia do coronavírus.

O Brasileirão, que costuma acontecer no primeiro semestre, acabou sendo “empurrado” para a segunda metade do ano. Isso ajudou a aumentar a conversa sobre as equipes e, também, o apetite da mídia em transmitir a competição.

As semifinais e finais, pela primeira vez, marcaram presença em todas as plataformas de mídia, com transmissão ao vivo na Band, na ESPN e pelo Twitter. Para 2021, a expectativa é de que o Brasileirão consiga ter ainda mais exposição na TV, ampliando o alcance de público e gerando ainda mais frutos para o crescimento do futebol feminino.

“Eu acho que a gente tem, infelizmente, por cultura ainda no Brasil, achar que o que está sendo feito ainda não é feito 100%... É só olhar para trás e ver que as transformações não são algo pontual. Nesse período curto, desde a minha chegada e a da Duda (Luizelli, coordenadora de seleções da CBF), muitas coisas já aconteceram”, complementou Aline na entrevista para a Betway.

Ex-jogadora da seleção brasileira, ela afirma que hoje as condições para as atletas no Brasil são melhores, mas que a evolução também acontece em outros países, o que dificulta para que os resultados apareçam também dentro de campo.