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Futebol / No exterior

Exclusivo: 1190 celebra consolidação do Brasileiro no exterior

Agência que vende direitos do torneio no estrangeiro faz balanço sobre o segundo ano de acordo com clubes

Erich Beting - São Paulo (SP) Publicado em 04/01/2022, às 09h00

1190 assumiu em agosto de 2020 os direitos internacionais do Campeonato Brasileiro das Séries A e B - Reprodução
1190 assumiu em agosto de 2020 os direitos internacionais do Campeonato Brasileiro das Séries A e B - Reprodução

Em agosto de 2020, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) concedeu à agência 1190 os direitos de exploração de mídia do Campeonato Brasileiro das Séries A e B no exterior. A entrada da agência, com o Brasileirão em meio à pandemia, aconteceu no atropelo.

Agora, depois de encerrar 18 meses de trabalho e tendo entregue duas edições do campeonato, a agência mira a consolidação do produto no exterior e projeta até mesmo como poderá trabalhar dentro de um conceito de liga de clubes, algo que pode vir a ser realidade em 2024, quando termina o primeiro contrato da 1190 com os clubes.

Em entrevista à Máquina do Esporte, Hernán Donnari, CEO da agência, falou sobre os planos para 2022, projetou o crescimento do produto Brasileirão no exterior e disse que a liga pode representar uma nova oportunidade para a agência, que se fundiu com a Global Sports Rights Management em abril de 2021 e representa, além do Brasileirão, o Campeonato Argentino e a seleção chilena de futebol.

“O ano de 2021 foi de consolidação da plataforma (de streaming) Brasileirão Play, que está presente em mais de cem países. Além disso, tivemos acordos de distribuição em TV paga em mais de cem países. O que também foi marcante para nós foi o fato de termos conseguido algumas coisas inéditas para o Brasileirão no exterior, como a primeira vez em que o torneio foi transmitido em inglês, espanhol e português no mercado dos Estados Unidos”, afirmou Donnari.

Para o executivo, outras conquistas foram a transmissão do torneio pela ESPN na América Latina, o acordo com a China que levou para o streaming o torneio numa base de 280 milhões de assinantes, além de um acordo para a África Subsaariana transmitir o Brasileirão.

“Nós criamos um pacote de conteúdo que não é apenas o jogo ao vivo. Temos uma produção que tem como objetivo criar lembrança de marca, construir valor para o futuro”, complementou Leonardo Caetano, responsável pela operação brasileira da 1190.

A agência tem atuado em parceria com a NSports, que é hoje responsável por produzir todo o conteúdo do Brasileirão e pela operação do Brasileirão Play. Por meio da parceria, a ideia é fazer com que o campeonato, os times e os jogadores sejam mais próximos do torcedor que não é o brasileiro que vive no exterior.

“Estamos num bom processo. Olhamos o longo prazo. É um modelo que toma conta do presente, do futuro imediato e do longo prazo”, disse Donnari.

Segundo o executivo, que trabalhou por décadas no mercado argentino de televisão, o que a 1190 tem feito com o Brasileirão é o mesmo que as grandes ligas esportivas fizeram nas últimas décadas. Fortalecer o produto para ampliar a distribuição e o alcance globalmente.

A criação de uma liga de clubes, que pode acabar encerrando o acordo com a 1190 no futuro, não é vista com maus olhos por Donnari, que prefere olhar o copo “meio cheio” da história.

“Estamos olhando com interesse esse processo. O futebol brasileiro tem uma oportunidade enorme de se organizar em um produto comum, não apenas para o exterior, mas também para o mercado interno. Onde há uma oportunidade, nós podemos estar. Temos capacidade financeira com projetos desse nível e approach”, afirmou Donnari.

Enquanto a liga ainda é um sonho distante, a meta agora é planejar 2022, um ano que, para o executivo, se apresenta como desafiador.

“O futebol estará ainda mais em evidência por conta da Copa do Mundo. Estamos construindo as ferramentas para ampliar a distribuição, mas há muito ainda a fazer com clubes e marcas, como o combate à pirataria. Ainda há muito caminho a ser percorrido com os fan tokens e NFTs. Tem todo um campo de crescimento potencial”, concluiu.