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Futebol / Tá Ligado

FERJ e Globo discutem parceria para o PPV do Carioca

Emissora fez proposta para mostrar partidas do Estadual apenas no Premiere

Erich Beting - São Paulo (SP) Publicado em 22/09/2021, às 09h55

Campeonato Carioca discute direitos de transmissão para o pay-per-view com a Globo - Divulgação / FERJ
Campeonato Carioca discute direitos de transmissão para o pay-per-view com a Globo - Divulgação / FERJ

Depois de verem a discussão sobre o contrato de transmissão do Campeonato Carioca de 2021 ir parar na Justiça, Globo e Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ) iniciaram as tratativas para um acordo que elimine a briga judicial e faça com que a empresa volte a exibir a principal competição estadual do Rio.

Na última segunda-feira (20), uma reunião do Conselho Arbitral da FERJ, com a participação das equipes que disputam o Campeonato Carioca, definiu que a entidade negociará com a emissora uma possível parceria para o Estadual de 2022.

A informação foi dada por Marcelo de Campos Pinto, sócio da SportsView, agência que comercializa os direitos de transmissão do Carioca, durante o “Tá Ligado”, programa semanal da Máquina do Esporte que discute o mercado de mídia no Brasil e no mundo.

“A Globo encaminhou uma proposta comercial que estava condicionada à solução da pendência judicial. Quando ela encaminhou essa proposta, que foi de valor interessante, na casa de dezenas de milhões de reais para os clubes, nós imediatamente encaminhamos esse e-mail para o presidente Rubens Lopes, porque a proposta vinha condicionada à solução do litígio. O presidente passou a liderar essa conversa com a Globo não só na questão da demanda judicial, como ontem apresentou aos clubes uma posição que ele gostaria de levar à Globo sobre um acordo judicial e a discussão comercial. Essa proposta foi aprovada por unanimidade entre os clubes”, declarou Campos Pinto.

Segundo o executivo, o projeto da Globo ajudará os clubes a ganharem mais dinheiro e aumentará a base de fãs que consomem o Campeonato Carioca. A posição é diferente daquela adotada por ele e pelos próprios times do Rio de Janeiro no começo do ano, quando decidiram adotar um modelo próprio de geração de imagens e retransmissão dos jogos, o que fez com que o Carioca tivesse um modelo de pay-per-view híbrido, vendido em parte pelos clubes e pela FERJ, em parte pelas operadoras Claro, Sky e Vivo. De acordo com Campos Pinto, as operadoras que hoje detém os direitos de PPV já deram o aval para a negociação com a Globo, o que ampliaria o próprio faturamento delas com uma venda maior de pacotes.

“A gente não constrói base de vendas de um produto pago, em nada no mundo do conteúdo audiovisual, sem muito tempo, suor e sangue. No Campeonato Carioca, tivemos um primeiro ano muito bom, com 220 mil vendas sendo realizadas, mas que ficou bem aquém das 530 mil assinaturas de pessoas que torcem pelos clubes cariocas e que eram assinantes do Premiere. Chegaremos lá, mas isso vai levar tempo”, disse o executivo, para completar:

“Se você tem a oportunidade de voltar a buscar uma base (de consumidores) bem maior em benefício dos clubes e que isso ajude a manter esse produto (o Premiere) para os clubes que disputam as Séries A e B do Campeonato Brasileiro, isso é algo que pode ser interessante para o futebol como um todo”.

Durante a live, Campos Pinto também comentou sobre a nova legislação sobre a venda de direitos de transmissão. A Lei do Mandante foi sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro na última sexta-feira (17) e pode mudar radicalmente o sistema de venda de direitos de mídia no país.

Confira abaixo a íntegra do programa “Tá Ligado”.