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FFU responde a manifesto dos clubes da Série B do Brasileirão

Entidade rebateu as críticas feitas em uma nota divulgada pelos 18 times da Bezona que integram o bloco e defendeu o cronograma de pagamentos e receitas

Dirigentes dos clubes da Série B participam de reunião do Conselho Arbitral na CBF - Ricardo Ribeiro / CBF

Dirigentes dos clubes da Série B participam de reunião do Conselho Arbitral na CBF - Ricardo Ribeiro / CBF

⚡ Máquina Fast
  • O Futebol Forte União rebate manifestações dos clubes da Série B, afirmando crescimento de receitas em 2025 superior a 50%.
  • FFU destaca pagamento integral das receitas até julho de 2025 e investimentos de R$ 890 milhões para os clubes nos últimos dois anos.
  • Entidade defende governança transparente e informa que proposta de aumento de valores para 2026 foi adiada a pedido dos clubes.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

O Futebol Forte União (FFU), antiga Liga Forte União (LFU), divulgou uma nota oficial em resposta ao manifesto publicado pelos clubes da Série B do Campeonato Brasileiro na última sexta-feira (6). O documento dos clubes questiona pontos da gestão da liga e pede mudanças estruturais.

Na nota, o FFU afirma que não houve estagnação ou queda de receitas. Segundo a entidade, em 2025 cada clube da Série B recebeu “R$ 14,3 milhões, representando um crescimento superior a 50% em comparação com os valores praticados em 2024”.

O comunicado também destaca que o cronograma de pagamentos “resultou na quitação integral das receitas até o mês de julho”.

Receitas

O FFU ainda lembra que os clubes signatários do manifesto “receberam, há dois anos, investimentos que somaram aproximadamente R$ 890 milhões, decorrentes da aquisição de parte de seus direitos comerciais, recursos que deveriam ter contribuído para o fortalecimento do planejamento financeiro das instituições”.

Para 2026, o FFU afirma ter apresentado uma proposta de ajuste de regras e novo cronograma de pagamentos, com previsão de ampliar os valores distribuídos. A entidade, porém, não divulgou qual seria o montante desse novo pagamento. A aprovação, segundo o comunicado, foi adiada a pedido dos próprios clubes.

Governança

A nota afirma que todas as estratégias seguem regras estatutárias de governança, com processos formais de deliberação e votação. As assembleias, segundo o FFU, são gravadas e ficam disponíveis para consulta dos clubes.

O texto conclui afirmando que o debate é considerado natural em um projeto coletivo e que a entidade permanece aberta ao diálogo nos canais internos.

Reivindicação

Na última sexta-feira (6), os 18 clubes do FFU que disputarão a Série B neste ano haviam divulgado um comunicado questionando a condução das negociações comerciais e a gestão dos contratos de direitos de transmissão, além de cobrar maior transparência e previsibilidade financeira.

No texto, os times afirmam que a Série B tem sido tratada como algo secundário pelo FFU, que teria concentrado esforços na venda dos direitos da primeira divisão, onde enfrenta maior concorrência com a Liga do Futebol Brasileiro (Libra).

O documento também cita os acordos firmados por Náutico e São Bernardo diretamente com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que vendeu os direitos de TV dos jogos dessas equipes como mandantes para as diversas plataformas da Globo. Com isso, a emissora carioca voltará a exibir a Série B, após ficar fora das transmissões em 2025.

Nota Oficial

Leia abaixo a íntegra da nota divulgada pelo FFU, em resposta aos clubes que integram o bloco:

O Condomínio Forte União tomou conhecimento da manifestação divulgada por clubes condôminos que disputarão a Série B de 2026 e considera necessário prestar esclarecimentos para ajustar informações que não refletem corretamente os fatos.

É incorreto afirmar que houve estagnação ou queda de receitas. Em 2025, o valor devido a cada clube da Série B, conforme regras aprovadas por aclamação em Assembleia Geral, foi de R$ 14,3 milhões, representando um crescimento superior a 50% em comparação com os valores praticados em 2024.

Em 2025, a entidade adotou um cronograma de pagamentos que resultou na quitação integral das receitas até o mês de julho. Além disso, os condôminos signatários da carta desta 6a feira receberam, há dois anos, investimentos que somaram aproximadamente R$ 890 milhões, decorrentes da aquisição de parte de seus direitos comerciais, recursos que deveriam ter contribuído para o fortalecimento do planejamento financeiro das instituições.

Ressalta-se, ainda, que para a temporada de 2026 foi apresentado aos clubes um cronograma de pagamentos acompanhado de proposta de ajuste de regras, com o objetivo de ampliar os valores a serem distribuídos. A aprovação dessa proposta foi postergada a pedido dos próprios clubes.

O Condomínio reafirma que todas as estratégias e negociações seguem rigorosamente as regras estatutárias de governança, com processos formais de deliberação, votação e assinatura, afastando de forma inequívoca qualquer alegação de opacidade. As assembleias são gravadas e seguem permanentemente disponíveis para consulta dos clubes, que, vale reforçar, são condôminos e sócios da entidade.

O Condomínio Forte União entende que debates são naturais e saudáveis em um projeto coletivo dessa dimensão e permanece à disposição para seguir dialogando com os clubes nos canais internos adequados, convicto da solidez do modelo adotado e de seu papel na valorização sustentável do futebol brasileiro e de seus clubes, independentemente da divisão.

Condomínio Forte União