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Fifa acusa Uefa de assédio judicial e desinformação em disputa sobre direitos comerciais

Entidade máxima aponta campanha com o objetivo de interferir no processo eleitoral para presidência, que deve ter Gianni Infantino entre os candidatos

Fifa é presidida pelo suíço-italiano Gianni Infantino - Divulgação / Fifa

A Federação Internacional de Futebol (Fifa) acusou a Uefa de promover uma campanha de desinformação contra Gianni Infantino com o objetivo de interferir no processo eleitoral para a presidência da entidade.

A alegação foi feita em uma resposta oficial da Fifa a um tribunal dos Estados Unidos, no qual a organização solicita a rejeição de um pedido de acesso a provas feito pela confederação europeia.

O embate judicial é motivado pelo projeto Fifa Forward Enterprise (FFE), proposta já abandonada que previa a transferência dos direitos comerciais da Copa do Mundo para investidores privados.

No mês passado, a Uefa acionou a Justiça federal norte-americana na Flórida, buscando obter documentos e depoimentos da Fifa e da Copa do Mundo 2026. O objetivo da organização europeia é utilizar esse material para fundamentar uma denúncia criminal na Suíça contra o presidente da Fifa, Gianni Infantino.

LEIA MAIS: Uefa inicia ações judiciais nos EUA mirando queixa-crime na Suíça contra Gianni Infantino

Na petição apresentada ao tribunal do distrito sul da Flórida, os advogados da federação internacional afirmaram que a documentação da Uefa contém declarações falsas.

A confederação europeia acusa Infantino de conduzir o projeto da FFE de maneira sigilosa, em conjunto com um grupo restrito de investidores e consultores, contornando os processos de governança e excluindo o conselho da Fifa e as associações nacionais das discussões. A entidade máxima do futebol rechaçou as acusações de irregularidades institucionais.

Finanças

Outro ponto de divergência entre as entidades envolve a modelagem financeira do acordo. No processo judicial, a Uefa indicou que os investidores pagariam US$ 4,2 bilhões por uma participação na subsidiária, o que avaliaria a empresa na casa dos US$ 20 bilhões.

A confederação argumenta que o montante subestima os direitos comerciais da competição e questiona a ausência de um leilão público ou de uma avaliação independente.

A Fifa rebateu as métricas apresentadas pela Uefa, apontando um erro na interpretação contábil do projeto comercial.

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Em meio à pressão envolvendo a negociação dos direitos comerciais da Copa do Mundo, Gianni Infantino, também é acusado de utilizar recursos da entidade para financiar a contratação do executivo de marketing Sir Martin Sorrell, da agência Monks, com o objetivo de impulsionar sua popularidade e garantir a reeleição.

A prática violaria o Artigo 25 do código de ética da organização, que proíbe o uso de fundos institucionais para campanhas eleitorais. A Fifa, no entanto, negou as irregularidades e declarou que os contratos seguem procedimentos internos rigorosos e são assinados pelo departamento competente, sem o envolvimento direto do presidente.