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Futebol / e-Sports

FIFA anuncia plano de game próprio e encerrará acordo com EA Sports

Anúncio acontece uma semana depois de a EA Sports confirmar que estudava fim dos naming rights da franquia FIFA

Erich Beting - São Paulo (SP) Publicado em 15/10/2021, às 15h27 - Atualizado às 15h47

Game FIFA 22 marcará o fim de uma parceria de décadas da FIFA com a EA Sports - Divulgação / EA Sports
Game FIFA 22 marcará o fim de uma parceria de décadas da FIFA com a EA Sports - Divulgação / EA Sports

A FIFA deu mais um passo em uma estratégia que significará o fim do acordo de licenciamento com a EA Sports para a produção da franquia do game FIFA, que faturou nos últimos 20 anos cerca de US$ 20 bilhões e que rendia à entidade futebolística cerca de US$ 150 milhões ao ano.

A entidade acaba de enviar um comunicado à imprensa afirmando que “adotará um novo posicionamento comercial em games e e-Sports para garantir que esteja em melhor posição para tomar decisões que beneficiem todos os interessados ​​no futebol”.

Apesar de ainda não confirmar o desligamento do acordo com a EA Sports no comunicado, a FIFA afirmou que tem trabalhado diretamente com desenvolvedores para dar andamento ao projeto “eFIFA”, série de competições eletrônicas que havia sido anteriormente anunciado.  

O comunicado da FIFA reforça uma suspeita que havia ficado mais forte na semana passada. No dia 7 de outubro, a Eletronic Arts (EA) já havia dado pistas de que o casamento com a entidade máxima do futebol estava com os dias contados. Ao anunciar o recorde de vendas no lançamento do game FIFA 22, a empresa também comentou sobre o futuro do acordo com a entidade.

“À medida que olhamos para o futuro, também estamos explorando a ideia de renomear nossos jogos globais de futebol da EA Sports. Isso significa que estamos revisando nosso contrato de licenciamento com a FIFA, que é separado de todas as nossas outras parcerias e licenças oficiais em todo o mundo do futebol”, afirmou Cam Weber, diretor geral da EA Sports.

Agora, o comunicado da FIFA deixa ainda mais claro o fim do licenciamento:

“Está claro que esse deve ser um espaço ocupado por mais de uma parte controlando todos os direitos. Agora, as empresas de tecnologia estão competindo ativamente para se associar à FIFA, suas plataformas e torneios globais”, declarou a entidade.

A decisão de se separar da EA Sports surgiu após a FIFA instituir um departamento responsável por olhar para a área de games. O setor chegou à conclusão de que, tendo um game próprio, a entidade conseguiria faturar muito mais do que os US$ 150 milhões que tinha de licenciamento anual da EA Sports. Mesmo sendo a maior receita da FIFA em um acordo individual, os cálculos eram de que a área de games pode render US$ 1 bilhão por ano à entidade, pelo menos.

Esse, aliás, foi o valor colocado à mesa para manter a licença da EA Sports vigorando, segundo divulgado pelo site Sportico. A EA Sports, naturalmente, refugou. Isso não significa, porém, o fim do game de futebol da empresa, o mais vendido do mundo no segmento. Ela tem acordos de licenciamento com outras entidades, como a UEFA, assim como com clubes e entidades de atletas. Assim, a tendência é que a EA Sports lance um game com outro nome e outras competições.

Já a FIFA deve apostar não apenas no jogo próprio, usando a marca da Copa do Mundo e das 211 associações-membro, mas na realização de competições de e-Sports globalmente.

“Games e e-Sports são os setores de mídia de crescimento mais rápido do planeta, com novos e diversos tipos de jogos sendo lançados continuamente. Portanto, é de importância crucial para a FIFA e suas partes interessadas maximizar todas as oportunidades futuras para os fãs de futebol e games”, declarou a entidade, no comunicado desta sexta-feira (15).

Em sua aventura solo, a FIFA pretende usar o canhão de mídia da Copa do Mundo para turbinar a recém-inaugurada área de e-Sports.

“A FIFA está entusiasmada com o uso da FIFA World Cup (com 4 bilhões de espectadores) e da FIFA Women’s World Cup (com uma audiência de 1,2 bilhão) como plataformas para lançar e integrar novos jogos emocionantes e ofertas de e-Sports”, finalizou a entidade.