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Futebol / Encalhado

FIFA tenta vender Copa do Mundo em streaming no Brasil

Entidade contratou agência LiveMode para prospectar empresas após ouvir "não" dos primeiros pretendentes

Erich Beting - São Paulo (SP) Publicado em 19/10/2021, às 07h00

Câmera registra imagens durante a Copa do Mundo de 2018; FIFA tenta novo comprador para o Mundial de 2022 - Divulgação / Infront
Câmera registra imagens durante a Copa do Mundo de 2018; FIFA tenta novo comprador para o Mundial de 2022 - Divulgação / Infront

A FIFA está em busca de um comprador para a transmissão da Copa do Mundo de 2022 em streaming no mercado brasileiro. A busca começou há dois meses, quando a entidade máxima do futebol e o Grupo Globo chegaram a um acordo de renegociação do contrato de transmissão do próximo Mundial de futebol masculino e de outros eventos da FIFA.

A renegociação fez com que a TV Globo passasse a mostrar, na TV aberta, partidas do Brasil nos Mundiais de futsal e futebol de areia. Além disso, a emissora desistiu da exclusividade em todas as mídias para a transmissão da Copa do Mundo.

A revelação da flexibilização do acordo foi feita pela “Folha de São Paulo” nesta segunda-feira (18) e confirmada pela reportagem da Máquina do Esporte. Atualmente, a LiveMode, agência que negocia direitos de transmissão de torneios como a Copa do Nordeste e o Campeonato Paulista, e que vende o PPV do Athletico Paranaense, entre outros negócios, é responsável por tentar vender o pacote da Copa do Catar dentro do mercado brasileiro.

A tarefa da agência, porém, não é fácil. Segundo apurou a Máquina do Esporte, a LiveMode foi contratada depois de a FIFA não ter tido sucesso na “carreira solo” na busca por um parceiro no Brasil. Atualmente, a função da agência é aproximar a FIFA de potenciais compradores, algo que já foi tentado pela entidade com os principais players do mercado, sem qualquer sucesso.

Desde agosto, quando o novo acordo com a Globo foi acertado, a entidade tem sondado as empresas de streaming que atuam no Brasil para exibir o Mundial em plataformas digitais. Até agora, porém, só recebeu negativas.

O motivo não chega nem a ser o preço. A Máquina do Esporte conversou com algumas empresas do segmento que afirmaram, pedindo anonimato, que o maior problema de fazer a transmissão por streaming é o fato de não ter qualquer exclusividade. Assim, os jogos estariam atrasados com relação ao que é transmitido tanto na TV aberta quanto na TV a cabo.

Como a Globo transmite todos os jogos do Mundial nas duas mídias, as plataformas temem que, ao comprar os direitos, em vez de ganhar novos assinantes, sejam “culpadas” pelo atraso na geração de imagens, criando mais problema do que solução com a exibição dos jogos.

Procurada pela reportagem, a LiveMode afirmou que as cláusulas contratuais não permitem que seja feito qualquer comentário a respeito do acordo.

A agência já é parceira da FIFA em outro negócio que também está “encalhado” no Brasil: a venda de patrocínios regionais da Copa do Mundo masculina. Projeto criado pela FIFA para 2018, os pacotes de patrocínio regionais ainda não engrenaram no mercado. Até agora, nenhuma empresa foi anunciada como patrocinadora regional da FIFA para a América do Sul. Na Copa do Mundo da Rússia, apenas na Ásia foram negociadas duas cotas regionais.